Os membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) rejeitaram uma proposta que convidaria Taiwan a participar da assembleia anual do órgão. A decisão foi tomada durante a reunião que ocorre em Genebra, na Suíça.
A proposta de convite para Taiwan foi derrotada após votação entre os países membros. A medida reforça a posição da OMS de que Taiwan não é um Estado-membro, seguindo a política de “Uma China” adotada pela maioria das nações.
O governo chinês se manifestou contra a participação de Taiwan na assembleia. Pequim afirma que a ilha é uma parte inalienável do território chinês e, portanto, não pode ser tratada como uma entidade separada em organizações internacionais.
Autoridades taiwanesas criticaram a decisão da OMS. Elas argumentam que a exclusão prejudica a cooperação global em saúde pública e a capacidade de responder a emergências sanitárias que afetam a região.
O ministro das Relações Exteriores de Taiwan esteve em Genebra durante a assembleia, mas não conseguiu participar oficialmente dos trabalhos. A visita gerou protestos formais da China, que denunciou a presença do representante taiwanês na cidade suíça.
A Assembleia Mundial da Saúde é o órgão máximo de decisão da OMS e reúne delegados de todos os Estados-membros para definir políticas e prioridades globais na área da saúde.
Reações à decisão
O governo chinês classificou a rejeição da proposta como uma vitória para o multilateralismo. Pequim afirmou que a decisão respeita o direito internacional e a integridade territorial da China.
Representantes de Taiwan disseram que a comunidade internacional perdeu uma oportunidade de fortalecer a saúde global. Eles alertaram que a exclusão de Taiwan pode criar lacunas na vigilância de doenças e na troca de informações epidemiológicas.
Analistas apontam que a situação deve se repetir em futuras assembleias da OMS. A questão do status de Taiwan continua sendo um ponto de tensão nas relações entre China e outros países que defendem maior participação da ilha em fóruns internacionais.
