A Meta, empresa controladora do WhatsApp, está oferecendo acesso limitado e gratuito ao aplicativo de mensagens para chatbots de inteligência artificial concorrentes. A informação é de fontes próximas ao assunto e foi publicada com exclusividade pela agência Reuters.
Segundo as fontes, a medida faz parte de uma estratégia para cumprir regulações na Europa. A empresa busca se adequar à Lei de Mercados Digitais (DMA), que exige que grandes plataformas de comunicação sejam interoperáveis com serviços de terceiros.
Com a iniciativa, chatbots rivais, como os desenvolvidos por Google e startups, poderão se conectar ao WhatsApp. No entanto, o acesso será limitado a mensagens de texto e não incluirá recursos como chamadas de voz, vídeo ou o compartilhamento de arquivos e imagens.
A oferta representa uma mudança na postura da Meta, que historicamente manteve o WhatsApp como um ecossistema fechado. A empresa ainda não se pronunciou oficialmente sobre os detalhes da implementação ou o cronograma para a liberação do acesso.
A decisão ocorre em um momento de pressão regulatória na União Europeia. A DMA, que entrou em vigor recentemente, classifica o WhatsApp como uma plataforma de “gatekeeper” (guardiã), sujeita a regras mais rígidas para garantir a concorrência no mercado digital.
Reações do mercado e concorrência
Analistas do setor veem a medida como uma tentativa da Meta de evitar multas e sanções. A empresa já foi alvo de investigações na Europa por práticas antitruste relacionadas ao uso de dados e à integração de seus serviços.
A iniciativa também pode impactar o mercado de inteligência artificial. Ao permitir que concorrentes usem a base de usuários do WhatsApp, a Meta cria um novo canal de distribuição para assistentes virtuais, mas impõe restrições que limitam a funcionalidade desses serviços dentro do aplicativo.
Especialistas apontam que a interoperabilidade parcial pode beneficiar a Meta ao manter o controle sobre as funcionalidades mais avançadas do aplicativo. Enquanto isso, os chatbots concorrentes ganham acesso a uma audiência de bilhões de usuários, mas com capacidade reduzida de interação.
