25/05/2026
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Boulos abre encontro nacional de economia solidária em Brasília

Boulos abre encontro nacional de economia solidária em Brasília

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, participou da abertura do 1º Encontro Nacional do Programa Paul Singer de Agentes de Economia Popular e Solidária, em Brasília. O evento ocorre até 27 de maio e reúne agentes territoriais de todo o país.

O encontro tem como objetivo debater os desafios e as potencialidades da economia popular e solidária nos territórios de atuação do programa. A discussão considera o atual contexto político e as prioridades do governo para o setor.

Além de Boulos, estiveram presentes na abertura o secretário nacional de Economia Solidária, Fernando Zamban, e o ex-secretário Gilberto Carvalho. Em seu discurso, Boulos destacou o papel dos agentes territoriais na aproximação entre o governo e a população.

“Conexão com o povo a gente faz no dia a dia, a gente faz do olho no olho. A comunicação é importante, a rede digital é importante, mas não tem nada, nada que substitua o olho no olho, o toque, o pé no barro, o bater na porta de alguém, o subir o morro na comunidade, o estar perto do povo”, afirmou o ministro.

Boulos completou dizendo que um governo que age dessa forma “erra menos”, “mobiliza mais a sociedade” e “aprofunda a democracia”.

O Programa Paul Singer tem o objetivo de fortalecer a economia popular e solidária no Brasil. Ele apoia empreendimentos baseados em autogestão, cooperação, sustentabilidade e inclusão social. Os agentes territoriais atuam diretamente nas comunidades, identificando necessidades locais e fomentando iniciativas econômicas que geram trabalho e renda, especialmente para populações historicamente excluídas da economia formal.

O programa selecionou e formou 500 agentes territoriais e 54 coordenadores estaduais, sendo dois por unidade da federação. A iniciativa estabeleceu uma rede nacional de atuação em todos os estados brasileiros. A formação foi viabilizada por uma parceria entre o Ministério do Trabalho e Emprego, a Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária e a Fundacentro. Há previsão de expansão do programa para 1.000 agentes.