11/06/2026
Folha Um News»Insights»Spurs-Knicks: 3 chaves para o Jogo 4

Spurs-Knicks: 3 chaves para o Jogo 4

A diferença entre estar 3 a 1 e 2 a 2 nas Finais da NBA é enorme. O primeiro cenário indica domínio e é quase uma garantia de título, segundo a história. O segundo significa que a série será longa e não pertence a ninguém.

Essas são as apostas para o Jogo 4 entre New York Knicks e San Antonio Spurs, nesta quarta-feira. Os Knicks conseguem uma vantagem confortável, aumentando sua margem de erro e suas chances de título? Ou os Spurs recuperam o mando de quadra e mudam a conversa e o impulso da série?

As respostas provavelmente virão da compostura dos jovens Spurs, de sua defesa com duplas marcações em Jalen Brunson, da atuação de Victor Wembanyama como no Jogo 3 e de vários ajustes de cada equipe.

1. A tendência de alta de Wemby

É possível que o melhor de Wembanyama ainda esteja por vir. Nos últimos seis quartos, ele parece mais confortável em sua pele e no grande palco. Isso significa que sua atuação de destaque está a caminho e fará os Spurs empatarem a série?

Wemby não foi perfeito. Houve um passe errado nos momentos finais do Jogo 2 e um arremesso perdido na buzina. Fora isso, ele foi talvez o melhor jogador em quadra, considerando seu impacto nos dois lados da quadra.

“Acho que melhorei muito, muito porque, vendo filmes dos anos anteriores, às vezes eu só arremessava”, disse ele. “A eficiência, a intencionalidade são muito melhores agora.”

Wemby se tornou mais agressivo no ataque, não se contenta mais com tantos arremessos de três pontos e cobre bem a quadra na defesa. Ele não marca Karl-Anthony Towns exclusivamente. Os Spurs usam um jogador menor em Towns e permitem que Wemby marque outro, como Josh Hart. Se Towns decide usar sua vantagem de tamanho e ir para a cesta, Wemby pode ajudar na defesa.

2. Brunson de volta aos trilhos

Brunson acertou os arremessos mais importantes da série, nos momentos finais dos dois primeiros jogos. As Finais da NBA não são sobre estatísticas, mas sobre jogadas vencedoras. A capacidade de Brunson em momentos decisivos supera tudo.

Ele precisa controlar seu fluxo e sua eficiência. Os Knicks tiveram que superar desvantagens nos três jogos, em parte por causa das dificuldades de Brunson nos arremessos. Se ele começar bem e continuar, as chances dos Knicks aumentam.

Ele tem apenas 37% de aproveitamento nos arremessos na série e 32% nos de três pontos. São 81 arremessos para 82 pontos. Sua imprecisão é prejudicial porque tira oportunidades de Towns e OG Anunoby, que têm aproveitamento muito melhor.

“É extremamente importante que ele receba a bola e esteja envolvido, não só no quarto período, mas durante todo o jogo”, disse o técnico dos Knicks, Mike Brown, sobre Towns. “Tenho que fazer um trabalho melhor para envolvê-lo durante a partida e também no final.”

Brunson tem uma média de 4,3 assistências nas Finais, mas também tem o mesmo número de turnovers. Ele enfrenta uma defesa sólida dos Spurs, que conseguiram conter Shai Gilgeous-Alexander nas finais do Oeste. Stephon Castle é tenaz e agressivo.

3. O fator X

De vez em quando, um jogador aparece e decide o jogo a favor de seu time. Nos segundos finais do Jogo 3, foi De’Aaron Fox, cuja cesta ajudou a frear os Knicks e garantiu a vitória dos Spurs.

Keldon Johnson, dos Spurs, teve dificuldades na série. Ele tem uma média de apenas 4,3 pontos. Luke Kornet, também dos Spurs, sofre quando Wembanyama descansa. Quando o reserva entra, os Knicks atacam com Towns. Kornet não tem sido um fator ofensivo e é surpreendentemente fraco nos rebotes. Dylan Harper, novato dos Spurs, tem se destacado na série.