04/02/2026
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Retorno a Silent Hill: filmes de terror ganham nova adaptação

Retorno a Silent Hill: A Nova Aventura em Território Assombrado

O cineasta Christopher Gans está de volta ao universo de Silent Hill, vinte anos após o lançamento do primeiro filme, que, embora tenha se tornado um cult classic, não se consolidou como uma grande franquia. O novo longa, intitulado “Retorno a Silent Hill”, busca explorar mais uma vez a sombria cidade marcada por eventos sobrenaturais, desta vez inspirando-se no famoso jogo Silent Hill 2.

Na trama, conhecemos James, interpretado por Jeremy Irvine, um personagem que se vê impulsionado a retornar a Silent Hill após um encontro fortuito com Mary, vivida por Hannah Emily Anderson. O encontro acontece de forma inusitada, com Mary tentando deixar a cidade, mas acabando por se apaixonar por James, que decide se mudar para essa estranha localidade. Apesar de a relação entre os dois ser um pouco apressada, a história deles se desenrola em flashbacks, criando um certo mistério que atrai o público.

Conforme o filme avança, descobrimos que James e Mary acabam se separando, levando James a um estado de profunda angústia. Ele recebe uma carta misteriosa que o chama de volta a Silent Hill, sugerindo que Mary ainda pode estar lá. Quando começa sua jornada pela cidade, James enfrenta diversas dificuldades, como estradas bloqueadas e uma cidade praticamente deserta, coberta por cinzas. Mesmo com as advertências de um morador esquelético que descreve a cidade como um “grande cemitério”, James continua sua busca incansável por Mary.

A investigação de James na cidade é marcada pela sua curiosidade quase imprudente, o que gera um paradoxo: ele parece mais obcecado do que realmente assustado. Apesar de encontrar uma nova personagem misteriosa que se assemelha a Mary, ele não parece perceber a importância dessa semelhança.

A narrativa é intercalada entre o passado cuidadosamente construído, onde se explora a relação de James com a família estranha de Mary, e o presente, repleto de demônios tanto figurativos quanto literais. Embora “Retorno a Silent Hill” comece com uma proposta intrigante, a execução deixa a desejar, tornando-se muitas vezes uma série de cenas estranhas enquanto James vagueia pela cidade sem um claro objetivo, o que pode frustrar os fãs do gênero.

Visualmente, o filme apresenta algumas cenas impactantes, como criaturas grotescas que lembram uma fusão de ratos e alienígenas, além de elementos que evocam um mundo de pesadelo. Porém, a falta de um contexto sólido compromete o impacto emocional das cenas de terror, criando uma experiência menos envolvente.

Ao que parece, Christopher Gans se sente atraído pelo aspecto ambíguo do universo de Silent Hill, refletido por James, que busca algo significativo em meio a sinais de aviso. Com esse retorno, ficou evidente que a exploração de Silent Hill ainda poderá nos levar a mais aventuras, talvez em outra próxima década.

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