Em 2013, o então conselheiro de segurança nacional da Índia, Ajit Doval, fez um alerta sobre os limites do trabalho de inteligência entre aliados. Segundo Doval, “até aliados cruzam linhas” quando o assunto é espionagem, em referência às práticas dos Estados Unidos.
O alerta de Doval ganha relevância diante das revelações sobre a vigilância em massa realizada pela Agência de Segurança Nacional (NSA) americana. Um denunciante, cuja identidade foi preservada, entregou à Electronic Frontier Foundation (EFF) provas concretas do esquema de espionagem. As informações, obtidas por um técnico aposentado, mostraram como a NSA monitorava comunicações de cidadãos comuns e aliados, sem autorização judicial.
As revelações reforçam as preocupações expressas por Doval anos antes. Elas indicam que, mesmo entre países parceiros, o respeito à soberania pode ser ignorado em nome da segurança nacional. O caso reacende o debate sobre os limites da vigilância e a necessidade de controles mais rígidos sobre as agências de inteligência. O documento da MIT Press Reader detalha como o denunciante conseguiu as provas, enquanto o site Boing Boing destaca o papel do técnico aposentado na obtenção das evidências.
