29/05/2026
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Ex-procuradora dos EUA depõe no Congresso sobre caso Epstein

Ex-procuradora dos EUA depõe no Congresso sobre caso Epstein

A ex-procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, defendeu a atuação do governo de Donald Trump no caso Jeffrey Epstein perante uma comissão do Congresso nesta sexta-feira (29). A audiência ocorreu em meio a acusações de falta de transparência.

Bondi, que foi demitida pelo presidente em abril, testemunhou perante membros de uma comissão investigativa da Câmara de Representantes. A audiência foi fechada ao público.

Congressistas democratas e vítimas do criminoso sexual condenado haviam solicitado uma audiência pública. Em suas declarações iniciais, Bondi defendeu o trabalho do Departamento de Justiça durante seu mandato.

Ela reconheceu “erros no processo de edição” dos documentos divulgados. Segundo ela, o objetivo principal era proteger a identidade de potenciais vítimas. “A principal conclusão é que justiça e transparência neste caso foram alcançadas a pedido do presidente Trump e de seu governo”, afirmou.

A controvérsia em torno da divulgação dos documentos de Epstein persegue Trump desde o início de seu segundo mandato. No ano passado, o presidente republicano pediu a seus apoiadores que superassem o assunto, à medida que as demandas por transparência aumentavam.

O Departamento de Justiça afirma ter divulgado todos os documentos que era legalmente obrigado a tornar públicos. O representante democrata Robert Garcia, membro da comissão de investigação, declarou nas redes sociais antes da audiência: “Chega de mentiras, chega de acobertamentos. É hora de Pam Bondi responder às nossas perguntas”.

Bondi tornou-se uma figura central no caso Epstein depois de declarar, ao assumir o cargo em 2025, que a suposta lista de clientes do criminoso sexual estava em sua mesa, aguardando aprovação para divulgação. Posteriormente, o Departamento de Justiça e o FBI negaram a existência da lista e disseram que não tinham planos de divulgar mais informações.

Trump demitiu Bondi em abril. Segundo veículos de imprensa dos EUA, a demissão ocorreu devido à frustração do presidente com a incapacidade da procuradora-geral de processar seus oponentes políticos.