01/06/2026
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Brasil goleia na despedida, mas deixa alerta antes da Copa

Brasil goleia na despedida, mas deixa alerta antes da Copa

A Seleção Brasileira se despediu da torcida antes do embarque para a Copa do Mundo com uma goleada de 6 a 2, casa cheia no Maracanã e uma sensação curiosa: o placar foi confortável, mas o caminho até lá mostrou que a caminhada no Mundial pode ser bem mais complicada do que muitos imaginam.

Diante de mais de 60 mil torcedores, o Brasil enfrentou o Panamá, 33º colocado no ranking da Fifa e uma das seleções classificadas para a Copa. O time panamenho, que estará no grupo da Inglaterra no Mundial, deu trabalho enquanto teve força física e a equipe praticamente completa.

A impressão é que Carlo Ancelotti colocou em campo a base que imagina para a estreia contra o Marrocos. As exceções devem ser na defesa: Bremer e Léo Pereira tendem a perder espaço para Marquinhos e Gabriel Magalhães, que disputaram a final da Champions League e ainda não se apresentaram. Para Ancelotti, o time da Copa já está praticamente desenhado.

O Brasil começou estranho, sem grande inspiração, especialmente no meio-campo. Faltou criatividade, velocidade na troca de passes e a sensação de domínio que se espera de uma seleção candidata ao título. Quem tirou o time do sufoco foi Vinícius Júnior. O atacante marcou o primeiro gol e deu a assistência para Casemiro ampliar.

Neymar, ainda sem condições físicas, ficou no banco sem sequer estar uniformizado. A grande dúvida é saber quando e em que condição poderá ser utilizado durante o Mundial.

No intervalo, Ancelotti fez uma experiência radical: mudou praticamente o time inteiro, aproveitando as dez substituições permitidas. O Brasil cresceu com os reservas, que colocaram o Panamá no bolso, aumentaram o ritmo e transformaram a vitória em goleada. Alguns nomes mostraram que podem ser úteis durante a competição, mas isso dificilmente vai mudar a cabeça do treinador.

A despedida deixou duas certezas. A primeira é positiva: a torcida quer abraçar a Seleção. O Maracanã lotado derruba a tese de que o brasileiro perdeu o interesse pelo time nacional. A segunda é mais preocupante: faltando duas semanas para a estreia, o Brasil ainda não parece pronto. Talvez esta seja a Copa em que a Seleção precise aprender a sofrer nos jogos, suportar momentos difíceis e torcer para que o talento individual consiga aparecer até que o coletivo engrene.