14/01/2026
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Reajuste de 3,9% eleva teto do INSS para R$ 8.475,55 em 2026

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou um reajuste de 3,90% nos benefícios previdenciários que têm valor acima do salário mínimo. Essa atualização foi definida pela Portaria Interministerial MPS/MF Nº 13, publicada em 9 de janeiro, e entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2026. O principal objetivo desse reajuste é manter o poder de compra dos segurados.

Com a nova medida, o teto máximo dos benefícios do INSS agora é de R$ 8.475,55. O reajuste não se aplica apenas às aposentadorias e pensões comuns, mas também a auxílios especiais previstos em lei, como os benefícios destinados a vítimas da síndrome da talidomida e aqueles para pessoas que foram afetadas pela hanseníase.

Atualmente, mais de 12,2 milhões de beneficiários recebem valores superiores ao salário mínimo. De acordo com o calendário de pagamentos do INSS, esses segurados começarão a receber a quantia corrigida a partir de 2 de fevereiro. Além disso, houve uma atualização na diária paga aos segurados ou seus dependentes que necessitam se deslocar para exames médicos ou reabilitação profissional, fixada em R$ 141,63.

Para os beneficiários que estão na faixa do salário mínimo, o reajuste é de acordo com o novo valor mínimo nacional, que agora é R$ 1.621,00. Aproximadamente 21,9 milhões de pessoas que recebem o piso previdenciário terão seus pagamentos realizados entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro. A data específica pode ser consultada com base no número final do cartão do benefício.

A portaria estabelece que os valores utilizados para calcular aposentadorias e demais benefícios, conhecidos como salário de benefício e salário de contribuição, não podem ser inferiores a R$ 1.621,00 nem superiores a R$ 8.475,55. A partir de 1º de janeiro de 2026, as faixas de contribuição ao INSS para trabalhadores de diferentes categorias também foram ajustadas. As novas alíquotas variam de 7,5% a 14%, de acordo com a faixa salarial:

– 7,5% para aqueles que ganham até R$ 1.621,00
– 9% para salários entre R$ 1.621,01 e R$ 2.902,84
– 12% para rendimentos de R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27
– 14% para quem recebe entre R$ 4.354,28 e R$ 8.475,55

Essas alíquotas serão aplicáveis aos salários de janeiro, mas os segurados só deverão recolher em fevereiro, visto que em janeiro eles pagam a contribuição do mês anterior.

Outros benefícios com valores fixos também foram atualizados. O Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), que atende idosos e pessoas com deficiência em situação de extrema pobreza, será de R$ 1.621,00. O benefício para seringueiros e seus dependentes foi ajustado para R$ 3.242,00, enquanto a cota do salário-família permanece em R$ 67,54 para segurados com remuneração mensal não superior a R$ 1.980,38. Para aqueles que começaram a receber benefícios a partir de 1º de janeiro de 2025, o reajuste será proporcional, de acordo com a data de início.

Os segurados podem consultar o novo valor de seu benefício acessando o extrato de pagamento pelo aplicativo ou site Meu INSS ou ligando para a Central 135. Para usar o Meu INSS, é necessário acessar o site (meu.inss.gov.br) ou o aplicativo com o login do governo. A Central pode ser contatada de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília).

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