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WALDEN, e a crítica ao capitalismo

No tempo da sobrecarga de informação, entretenimento eletrônico, e de um mundo neoliberal frágil, que precariza e explora cada vez mais o trabalho; a obra de Henry David Thoreau se mostra cada vez mais atual e necessária.


https://literaryamerica.net/authors/henry-david-thoreau/


Walden ou A Vida nos Bosques é uma série de 18 ensaios, e relatos que contam as suas experiências. A autobiografia publicada em 1854, narra os dois anos em que o filósofo viveu em uma cabana, nas proximidades do lago Walden, em Concord, Massachusetts.


Thoreau se identificava com o Transcendentalismo, movimento filosófico que enfatiza a importância do espiritual acima do material para viver uma vida satisfatória. Após observar a sociedade, ele sentiu que deveria simplificar sua vida e suas necessidades materiais, fazendo a prática da auto suficiência.


E após ter se graduado em Harvard em 1837, rejeitou o caminho de carreiras tradicionais. O autor americano construiu uma pequena cabana de 3x4,5 metros e se isolou gradualmente da sociedade.


No tempo isolado, Thoreau alertava sobre os efeitos da industrialização. “Nossas invenções não serão brinquedos bonitos; que distraem nossa atenção de coisas sérias" Ele acreditava que acima de tudo, a natureza oferece significado e essência de um jeito que o dinheiro e a tecnologia nunca poderão.


Segundo ele, a qualidade mental de ser humilde, e mais atento por estimular introspecção e auto descoberta é o real progresso, não o progresso econômico. Além disso, ele argumentava que todos são moralmente obrigados a desafiar um governo com postura hipócrita ou leis flagrantemente injustas. Henry se recusou a pagar seus impostos para evitar financiar a escravidão, se tornando ao que ele chamava de desobediência cívilum meio de exercer a cidadania.


Apesar de seu tempo como eremita, Thoreau nos ensina como abordar a assustadora sociedade moderna, que é extremamente desigual, e imoral. Ele nos desafia a sermos autênticos, não só ignorando a vida material, mas a nos envolvermos com o mundo e a formarmos conexões autênticas.