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Vamos entender o básico sobre inflação

Atualizado: 9 de dez. de 2020

O que é, e por que ela estar alta é um problema



Inflação é um aumento na quantidade de dinheiro e de crédito criado em decorrência desta criação adicional de dinheiro. E nós vimos isso principalmente na elevação de preços, como por exemplo nos últimos dias o preço do arroz, o qual gerou muita repercussão. Voltando alguns anos atrás temos o governo de José Sarney como outro excelente exemplo de inflação altíssima no Brasil.


Tendo em vista a inflação de preços, percebe-se que ela é causada somente pelo aumento da quantidade de dinheiro na economia (pois quanto mais tem de um item, menos ele vale). Quem controla essa quantidade de dinheiro é o Banco Central do Brasil, pelas suas políticas monetárias, mas imagino que esteja pensando: “Se a quantidade de dinheiro cabe ao Banco central decidir, e esse excesso de dinheiro é ruim, por que o Banco aumentaria?” Bom, isso se deve ao orçamento deficitário, que no caso do Brasil, de acordo com o Ministério da Economia é provável que tenha um rombo de 787,4 bilhões, o equivalente a 11% do Produto Interno Bruto (PIB). Orçamentos deficitários são gerados por gastos crescentes e extravagantes, os quais o governo é incapaz de cobrir utilizando exclusivamente suas receitas de impostos, em tempos de pandemia, o Auxílio Emergencial é um belo exemplo.


Sobre congelamento e controle de preços.


Controles de preços simplesmente comprimem ou eliminam por completo as margens de lucro, desarranjam a estrutura de produção da economia, e geram gargalos e escassezes. Todo e qualquer controle de preços e salários implantado pelo governo, ou até mesmo a sua "monitoração", é apenas uma tentativa de políticos de jogar a responsabilidade pela inflação sobre produtores e vendedores, e não em suas próprias políticas monetárias.

Por fim, para evitar esses problemas e prosperar a economia o governo deve:

  • Ser retirado por completo do controle da oferta monetária, deixando esta área a cargo das forças de mercado.

  • Ter um orçamento equilibrado o mais rapidamente possível, e não de maneira gradualista e indolor.