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Uma onda antivacina em plena pandemia

Atualizado: 11 de abr. de 2021


(FOTO: EDUARDO MATYSIAK/FUTURA PRESS) - Carta Capital


Em março do ano de 2020, uma pandemia pegou a todos de surpresa, trazendo junto de si muitas perdas e uma longa quarentena. Hoje, em março de 2021, o cenário mundial não apresenta muita diferença comparado ao ano passado, ainda tendo um grande número de vítimas e medidas restritivas mundiais.


Meses após o estouro da pandemia, cientistas espalhados por todo o Mundo já começavam suas pesquisas em busca da vacina ou medicamento que iria encerrar esse período tão obscuro que o cenário Mundial vem passando. Dentre todos os estudos, as vacinas que mostraram eficácia por primeiro, foram as AstraZeneca (Reino Unido) e a Coronavac (China).


Logos após os resultados sobre a eficácia das vacinas, um sopro de alívio pareceu surgir para aqueles que esperavam ansiosamente um resultado positivo em meio ao caos que acontecia, porém, os resultados também trouxeram uma onda de rejeição não esperada pelos órgãos responsáveis e pelos trabalhadores da área de saúde. Entre os meses de agosto a dezembro, a porcentagem de pessoas que admitiram que não tomariam a vacina aumentou de 9% para 22%, um número que talvez possa ser considerado “pequeno”, afinal, a porcentagem de pessoas que afirmaram tomar a vacina, seria ainda de 73%, mas o problema dessa rejeição, seria o motivo da mesma.


Após o alerta mundial sobre a pandemia, a China (país de origem do vírus), foi brutalmente atacada mundialmente com comentários de pessoas anônimas e até mesmo por pessoas de grande poder, assim, quando a vacina chinesa apresentou eficácia, a maior parte desse 22% de índice de rejeição, foi referenciado a mesma.


De forma geral, o cenário político dos países tem suma importância em cima da reação que sua população terá sobre algo, o que aconteceu no Brasil após líderes supremos terem falas consideradas “escandalosas” e antiprofissionais. Em abril de 2020, o então ministro da educação Abraham Weintraub, utilizou suas redes sociais para compartilhar uma charge de teor racista sobre a China e as vantagens políticas que a mesma teve sobre a pandemia.


Além disso, uma das frases que viralizou na internet, foi em um dos discursos do atual Presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, onde ele comenta que não terá culpa caso