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Um mundo líquido, em movimento e em derretimento

Antes de começar este humilde texto, sobre um indômito tema, deixe-me alertar que nem tudo é o que parece. Nem mesmo o tempo, mesmo este conceito de vinte e quatro horas por dia pode ser uma pura e doce ilusão, como demonstrou Salvador Dali em sua famosa obra “A Persistência da Memória”. Mas afinal, o que quero dizer com isso? Invista seu tempo neste texto, que se tudo der certo, você encontrará uma resposta.


Vamos começar voltando no tempo, o ano era 1946, fim de um terrível confronto entre os povos do mundo (popularmente conhecido como II Guerra Mundial). Além da esperança restaurada nas casas de nossos antepassados, muitas outras coisas surgiam neste momento da história; no nosso país, por exemplo, a Constituição Federal de 1946 estava sendo promulgada no dia 18 de setembro, essa carta magna deu origem a chamada Quarta República, ou, popularmente chamada de República Populista. No mundo, quero destacar algo que começou lá onde a janta é pierogi e sopa de chucrute, a tão estimada Polônia. Um jovem deste país, que teria servido inclusive no serviço secreto de sua nação, chamado Zygmunt Bauman, começa a compartilhar com seus colegas de academia uma ideia que revolucionou a modo de consumo, produção, mas principalmente, o de pensar de inúmeras pessoas ao redor do globo – inclusive deste que vos escreve. E é sobre esta ideia que iremos hoje refletir sobre, chamam-na de modernidade líquida.


Basicamente, a linha central deste conceito, a modernidade líquida, seria o momento histórico que vivemos, em que as instituições, as ideias e as relações estabelecidas entre as pessoas se transformam de maneira muito rápida e imprevisível. TUDO é líquido, inclusive seu amor pela(o) crush do Twitter. Sobre o assunto, já dizia Bauman: “Tudo é temporário, a modernidade (…) – tal como os líquidos – caracteriza-se pela incapacidade de manter a forma”.