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Um ensaio sobre a liberdade

Uma palavra que nos rodeia, nos une, nos separa e nos desperta um sentimento ardente de inquietação é sem dúvida a palavra “liberdade”. Em um contexto político, social e econômico, o que é a liberdade afinal? Por que para alguns é a vida gerida por alguém superior que tem o conhecimento onisciente, e para outros é a total ausência de empecilhos em seu caminho individual? Para essas perguntas, existem milhares de respostas diferentes, pautadas na extrema idiossincrasia[1] que nos permeia desde que o mundo é mundo. Neste ensaio, iremos abordar a liberdade dita pelos Libertários Anarcocapitalistas, a liberdade embasada no princípio de não-agressão.



Devemos entender em primeiro lugar esse princípio que rege o Libertarianismo para posteriormente discutirmos esse conceito empregado à liberdade. O Princípio de não-agressão basicamente diz que nenhuma situação é moralmente e eticamente justificável se partir de alguma interferência coercitiva contra uma pessoa ou sua propriedade, sendo assim, o indivíduo só pode usá-la para defesa, em resposta a uma agressão inicial. Nunca, na ótica libertária, deve-se iniciar agressões.


Agora que entendemos esse axioma[2], vamos nos atentar à sua relação com a liberdade. Como ficou claro, não devemos agredir alguém segundo o Libertarianismo, e essa é a régua medidora de nossa análise, que pode ser definida por uma simples e conhecida frase: “Todo homem possui a liberdade de fazer o que quiser, contando que ele não infrinja as iguais liberdades de nenhum outro homem”. O “x” da questão é onde haveria essa detu