Buscar

Ufologia no Pará

No Brasil, quando se pensa em ufologia, um assunto normalmente pouco levado a sério — sendo até mesmo tema de piadas —, imediatamente vem a cabeça o célebre caso do ET de Varginha, que obteve reconhecimento internacional e caiu nas graças da cultura popular, principalmente por parte da mídia. Entretanto, outro caso muito bem documentado e com fontes e arquivos preservados é a chamada Operação Prato, força tarefa da Força Aérea Brasileira (FAB) para investigar estranhos fenômenos na cidade de Colares, no Pará.





Era o mês de outubro do ano de 1977 quando moradores de Colares, Mosqueiro, Icoaraci e vários outros pequenos povoados ribeirinhos no estado do Pará, passaram a relatar incidentes de luzes no céu, que os seguiam no intuito de lhes coletar o sangue. Segundo Wellaide Cecim Carvalho, psiquiatra e na época diretora da unidade de saúde de Colares, pacientes chegavam com “dois orifícios paralelos, como se agulhas tivessem penetrado a pele’’. Também foram registradas queimaduras, tontura e dores por todo o corpo, provas incontestáveis de que alguma coisa certamente aconteceu.


A população, a essa altura completamente em pânico, acendia fogueiras durante a noite, saia com espingardas, pedaços de pau e rezavam o terço. Alguns homens atiravam contra as luzes. Foi então que o prefeito resolveu pedir ajuda as Forças Armadas. O escolhido para comandar a força-tarefa foi o capitão da força aérea Uyrangê Hollanda. Segundo a determinação do governo, a operação deveria ser feita em sigilo completo até o seu fim.

Contando com câmeras fotográficas de última geração, radares e equipamentos militares de visão noturna, a equipe do capitão Hollanda permaneceu na região por quatro meses. Apesar de se mostrarem extremamente céticos no começo da operação, os militares acabaram diante das luzes, e as fotografaram e filmaram com clareza. Estima-se que foram capturadas mais de 500 fotografias, 16 horas de filmagem e 2 mil páginas de relatórios, incluindo descrições dos objetos e relatos de moradores.


Apesar de tudo, a operação foi abruptamente cancelada após uma reunião entre Hollanda e seu superior Protásio Lopes de Oliveira, uma decisão estranha que gera muitos questionamentos e teorias até hoje. Até o momento, o relatório final da operação não foi aberto ao público. Segundo Hollanda, ele teve medo de escrever o que realmente viu e ser chamado de louco pelo alto comando militar em Brasília. Os ataques, porém, continuaram por mais 4 anos.


O silêncio permaneceu até o ano de 1997, quando o aposentado coronel Hollanda decidiu receber a revista UFO em sua casa, para conceder uma entrevista. Em sua entrevista, Hollanda diz que esteve pessoalmente diante das luzes, a menos de 100 metros de distância do seu barco. Segundo ele, toda a ação foi gravada e o objeto tinha o formato de uma “bola de futebol americano em pé”. No final da entrevista, o coronel chega a dizer: “Já estou com 60 anos, daqui a pouco com 70, se não desaparecer antes”. Alguns dias depois, ele foi encontrado morto, vítima de suicídio, no banheiro de sua casa.