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UE-Mercosul: um acordo de contradições ocultas



Em 1999, iniciava-se um longo processo de negociações entre dois blocos econômicos, o qual, 20 anos depois, resultou na assinatura do que seria conhecido como o Acordo de Livre Comércio entre União Europeia e Mercosul. Devido à necessidade do consenso do grande número de nações envolvidas, ou seja, lidar com culturas e padrões sociais e políticos diferenciados, além das variadas questões que foram necessárias de serem discutidas, o desenvolvimento do acordo entre o bloco sul-americano, Mercosul, e europeu, União Europeia, passou por diversos obstáculos e paralisações. Em 28 de junho de 2019, paralelamente à cúpula do G20 que ocorria no Japão, os dois blocos econômicos concluíram as negociações e fecharam o acordo de livre comércio.


O tratado dispõe da redução de tarifas de importação (principalmente relacionadas à indústria, agricultura e alimentos), comprometimento ambiental (com o cumprimento do acordo de Paris e investimento na utilização de energias renováveis), integração do comércio de serviços (telecomunicações, serviços postais e financeiros), lealdade da concorrência no mercado, entre outras concessões que podem ser vistas mais a fundo junto aos seus valores absolutos no resumo informativo elaborado pelo governo brasileiro: (clique no arquivo).


http://www.itamaraty.gov.br/images/2019/2019_07_03_-_Resumo_Acordo_Mercosul_UE.pdf


Apesar de assinado, o acordo passa por um processo de tradução para as línguas oficiais dos países integrantes, revisão e ratificação, ou seja, confirmação, em consenso, de todas as nações dos dois blocos econômicos e suas respectivas instituições legislativas.

Em teoria, o tratado se compromete com uma relação bilateral, assim, as concessões realizadas trariam vantagens ambientais e socioeconômicas mútuas. Entretanto, circunstâncias políticas e diplomáticas indicam impe