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Tribos indígenas o risco de genocídio

Os índios da América Latina correm o risco de serem exterminados por conta do vírus Covid-19 devido a fragilidade com doenças infectocontagiosas.



Na América Latina há cerca de 45 milhões de indígenas, em um total de 826 comunidades, das quais, 506 estão em risco iminente à contaminação do Covid-19. Isso indica que mais de 50% podem ser dizimadas por conta do seu sistema imunológico fraco e higiene precária. Embora estejam entre os povos mais suscetíveis à contaminação do vírus, poucos projetos foram feitos para prevenir o contágio das tribos.

Os índios possuem um histórico de epidemias e doenças infectocontagiosas que chegaram a dizimar aldeias inteiras, como por exemplo, o sarampo. A atual pandemia traz riscos ainda maiores, podendo provocar impactos piores que de doenças passadas. Na terra dos Yanomamis foi registrada a primeira morte pelo vírus (segundo a Sesai) devido ao contato com os garimpeiros, que mesmo tendo sido proibidos de explorar ocupações indígenas, dominam o território, propagando o vírus dentro das reservas. Para piorar a situação, nenhum país da América Latina tomou providências realmente significativas para prevenir que a doença se alastrasse nas aldeias.

Além de toda a vulnerabilidade que os índios possuem, sua cultura acaba por não favorecer o isolamento do vírus. O hábito de passar álcool em gel ou lavar as mãos é impraticável em diversas tribos, e muitos dos rituais praticados e o modo de vida dos povos visam compartilhar utensílios. Devido à isso e a questão de habitarem barracas com aglomerações, a situação no meio indígena tem ido de mal a pior.

Mais da metade das comunidades indígenas tem vivido situações críticas e de muita fragilidade. Mesmo assim, são poucos os que dão atenção aos povos que necessitam de auxílio. Dessa forma, em pouco tempo mais tribos estarão desaparecendo.