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Três Grandes Pilares da Antropologia Cultural



A antropologia trata de diversos caminhos ligados à cultura em suas múltiplas facetas e vertentes de uma forma mais ampla com o objetivo de compreender grupos humanos através de suas diversidades: hábitos, costumes, valores, religião, dogmas, leis, arte, culinária e vários outros. De acordo com Franz Boas, em seu livro Antropologia Cultural, o ideal cultural é conceituado como um resultado do pensamento racional do homem que se manifesta em diversos graus e de forma gradativa - evolucionista. Sendo assim, a história do processo cultural seria dada por um meio unilateral e universal refletido nas ações de cada sociedade formando, assim, o seu estado de prosperidade.


Por sua imensidão de atalhos perante um mundo tão vasto culturalmente, esse estudo é de extrema importância - principalmente - para as civilizações que tem seus costumes mascarados por demais hegemons do Ocidente. Isso porque, o etnocentrismo e o eurocentrismo fizeram com que os países chamados de “primeiro mundo” levassem sua cultura de forma mais relevante do que de seus subordinados. O ideário dessa vertente faz jus aos atrativos da "surdez ao apelo de outros valores" e de uma abordagem do tipo "relaxe e goze" a respeito do aprisionamento pessoal na própria tradição cultural (GEERTZ, 2001).


A negação à cultura do outro, ou melhor, a supervalorização da sua própria, faz com que ocorra certa estranheza a atividades desconhecidas, tornando-as, então, erradas. Apesar disso, como apontado por Lévi-Strauss em um posicionamento do livro Nova Luz sobre a Antropologia, de Clifford Geertz, o etnocentrismo não é ruim até que fuja do controle; a sua fidelidade a sua cultura é positiva e seguindo a mesma linha de pensamento, o outro também sentiria o mesmo. No entanto, muitos usam da própria apreciação para ter o livre arbítrio de julgar o outro, inclusive diversos profissionais do meio acadêmico cometem esse erro por simplesmente não reconhecerem a vivência de determinado corpo social. A realidade é que a diversidade é demasiadamente mutável e transformável para ser moldada a um determinado conceito e não há como acabar com esse contraste cultural ou suavizá-lo. Além disso, Geertz expressa em sua obra que decerto o etnocentrismo não se apagará, sendo um fardo acoplado ao nosso meio. Diante disso, seríamos tolos de pensar que algum