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Sheriff Tiraspol: A nova sensação de um país que não existe

O triunfo do Sheriff Tiraspol diante do Real Madrid em pleno Santiago Bernabéu foi com certeza um dos resultados mais improváveis e surpreendentes dos últimos anos, a equipe que já havia vencido Dínamo Zagreb, Estrela Vermelha e Shakhtar Donetsk nas fases anteriores conseguiu o feito histórico contra os merengues, e é uma daquelas histórias que alimenta a narrativa de que tudo no futebol é possível, superando a lógica ou a estatística do jogo.


O histórico momento impossível acontecia: Uma vitória do Sheriff contra o Real Madrid.


No entanto a história que até parece um conto de fadas sente a necessidade de uma coisa, aparentemente não há autores para contarem ela, pelo menos não na Moldávia, terra natal do Sheriff. Para quem abriu os jornais em toda Moldávia no dia seguinte pouco se viu falar sobre a vitória gigantesca da equipe, no máximo um comentário ou notícia escondida no meio do mar de palavras. Mas por que a mídia do país natal do Sheriff mal da atenção para os feitos e conquistas do clube? A resposta é simples, o sucesso do Sheriff Tiraspol é tudo que a Moldávia não quer, e para entender isso precisamos ir para os livros de história.


Primeiro, o Sheriff é um clube muito rico, o mais rico da Moldávia e região, constantes investimentos feitos com dinheiro de procedência duvidosa fazem o governo do país mais pobre da Europa questionar a riqueza do clube, ainda mais se ele for de uma região independente dentro do país.


Para esclarecer, o Sheriff é de Tiraspol, capital da Transnístria, região separatista da Moldávia com autonomia de república desde 1990. Por conta da proximidade com a Ucrânia e antiga União Soviética o local sempre falou o russo, enquanto o resto da Moldávia falava o Romeno, por conta das influências da região.