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Selfie Cerebral

As portas que a neurociência abre dentro de outras ciências e das artes


86 bilhões de neurônios - assustadoramente, 86.000.000.000. “Neur(o)-+ciência: qualquer ou todas as ciências, como neuroquímica e psicologia experimental, que lida com a função ou estrutura do sistema nervoso ou do cérebro.” A neurociência é o estudo de como o sistema nervoso se desenvolve, como é sua estrutura e o que ele faz. Assim, ela se estende na função de seus cientistas em interpretar as extensões disso no mundo e no comportamento humano, desde compreender distúrbios mentais até como as pessoas fazem decisões. Por isso, é ideal tratá-la no plural: as neurociências.




Nem as artes ficam de fora: a neuroestética busca caracterizar as bases neurológicas de processos afetivos e cognitivos por meio de expressões estéticas, artísticas e outras expressões criativas. Ela foi colocada em prática há muito tempo, mas no século passado, Semir Zeki e Vilanayur S. deram-na em movimento, e atualmente, continua exercendo pesquisas incansáveis em ver nossas reações à mídia artística. A contribuição dela para as artes reside no fato que artistas ao redor de todo o globo e em toda janela temporal apelam para preferências explicadas a nível neural por gerar sensações e sentimentos de recompensa no público, levando a entender como apreciamos a arte.


Elas sempre foram tratadas como uma subdivisão da biologia, mas o mundo interdisciplinar e integrado que vem se desenrolando nas últimas décadas exige das ciências uma postura nova. Atualmente, ela contribui fortemente para disciplinas que variam entre a matemática, as ciências sociais - dando luz à criação de um novo ramo de estudo, inclusive, a economia comportamental - a linguística, as engenharias e