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Ruth Bader Ginsburg, uma esperança no meio do caos.

Atualizado: 3 de abr. de 2021


No ano de 2020 ocorreu a tão esperada eleição para presidência nos Estados Unidos. Durante uma época turbulenta que o país passava, com grandes movimentos sociais em ação e atentados ao estado democrático, um dos grandes eventos que chocou os cidadãos americanos foi a morte da Juíza Ruth Bader Ginsburg. O país ficou divido sobre as reações perante a morte da mesma, parte das pessoas ficaram tristes ao saber que uma grande representatividade dentro da Suprema Corte não estaria mais ali, e outros ficaram contentes com sua morte pelo simples fato de que ela lutava pelos direitos das minorias.


Mas por que toda essa reação sobre a morte da juíza? E o que ela representava?


A vida de Ruth foi marcada pela sua bela luta sobre o direito de mulheres e minorias, tornando-se uma grande representatividade para os mesmos. Ela fez faculdade de direito em Harvard e foi a primeira mulher a trabalhar na Harvard Law Review.


Bader também participou de um momento extremamente importante na história dos Estados Unidos, a primeira vez que a corte derrubou uma lei em processo por discriminação de gênero, a conhecida: Reed X Reed (Lei que seria responsável por colocar homens na administração de bens para pessoas sem testamentos).


Além de estar presente em grandes momentos para a história da nação americana, ela também foi responsável por grandes feitos antes mesmo de subir ao seu cargo na corte. No ano de 1973, época que o supremo era formado apenas por homens, ela levou o caso que acabou com o duplo padrão das ajudas do exército (Homens no exército tinham direito a subsídios de moradia enquanto as mulheres presentes no meio não tinham).


No ano de 1993, Ruth subiu ao seu cargo na Corte americana e se mostrou fiel a aquilo que acreditava. A juíza estendeu sua mão a comunidade Lgbt+ defendendo o direito ao casamento homoafetivo, defendeu a tese de mulheres também poderiam se alistar no instituo militar de Virginia caso quisessem e permaneceu ao lado de minorias em diversas ocasiões.


Ruth veio a falecer no dia 18 de setembro de 2020 aos 87 anos devido uma metástase de um câncer no pâncreas, e mesmo depois de sua morte, continuou a fazer história sendo a primeira mulher e primeira Judia de cargo público a ser velada no congresso e receber uma homenagem do Estado.