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Rohingya com “R” de Refugiados

Entenda a situação vivida pelos Rohingya, a maior nação apátrida do mundo.


UNICEF/Brown


Mianmar, país de cerca de 54 milhoes de habitantes, foi palco do maior genocídio já executado desde a Segunda Guerra Mundial, onde os Judeus sofreram do mesmo. Cerca de 800 mil Rohingyas tomaram refúgio no Bangladesh. E por volta de 400 mil, desaparecidos. Para entender isso, é preciso primeiro entender um pouco da história do Mianmar.


Mianmar tem uma longa história de Dinastias, com destaque maior a Konbaung, que junto a China conseguiu grande sucesso econômico, tornando-se uma potência regional pré chegada dos europeus. Com a chegada destes, a história foi outra. Por meio de várias guerras, que ocorreram entre outros motivos pela insatisfação do clero local, eventualmente foram dominados pelo Império Britânico, no encargo da Companhia das Índias, que gerenciava toda a região, desde o vale do Indo. Conseguiram a Independência apenas após o término da Segunda Guerra Mundial e desde então vivem um período de grande instabilidade, com os militares tendo tomado o controle de 1962-2011, e no mês retrasado retomaram o controle por meio de um golpe de Estado. Sua economia tem por base grande produção de ópio e metanfetamina, heroína em um círculo de produção de drogas chamado Triângulo Dourado. Além disso, destaca-se as grandes reservas naturais presentes no país. Vale destacar a grande influência da religião budista em todos os aspectos do país.


Por outro lado, os Rohingya são uma etnia muçulmana que vive na região. De acordo com eles, seus ancestrais foram comerciantes árabes que migraram muito tempo atrás, no porto de Arakan. Por muito tempo, foram parte de diferentes impérios, como o Bengali, Konbaung e foram dominados pela Inglaterra. Por enquanto, sem muitas diferenças, apenas religiosas. Vivem no Estado de Rakhine.