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Representatividade feminina na ciência

Há duas semanas, o Brasil recebia a tão aguardada aprovação da Anvisa para a utilização da vacina Corona Vac, produzida pelo instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac. A vacina gerou uma grande movimentação na internet, com criações de memes, discussões sobre a sua aprovação e até mesmo uma paródia foi criada em sua homenagem e em homenagem aos profissionais que trabalharam em seu desenvolvimento.


Entre as notícias que rodaram o mundo cibernético, tivemos também em destaque, a informação de que o instituto Butantan, um dos responsáveis pela elaboração da vacina, é composto majoritariamente de mulheres. Hoje os cargos ocupados por corpos femininos, compõem 71% do instituto na área de pesquisa.


Um número como esse é de extrema importância, principalmente quando falamos de um Mundo que até hoje mulheres têm sua capacidade intelectual questionada por muitos. Não importa se ela atua na área de exatas, biológicas ou humanas, seu discurso irá, grande parte das vezes, ser questionado.


Quando falamos de mulheres dentro da ciência, temos uma tentativa muito presente de apagamento de suas participações dentro do meio. Já era difícil para uma mulher ingressar na área científica, e mesmo quando conseguia, depois de muita luta, muitas tinham seus trabalhos descredibilizados ou projeções roubadas por homens.


Um exemplo desse descaso enquanto projetos na área da ciência elaborado por mulheres e roubados por homens, é o de Alice Ball, que foi uma mulher negra responsável pelo primeiro tratamento da doença de Lepra. Após sua morte, a jovem teve seu material roubado pelo químico Arthur Lyman Dean.



Mesmo com o triste número de vítimas de tentativas de furtos sobre seus trabalhos, ainda temos alguns nomes que fizeram e conseguiram mostrar suas teses e pesquisas e que fazem história até hoje. Como exemplo, temos Marie Curie, que foi uma grande química e física, dona dos estudos considerados como pioneiros para o conhecimento sobre a radioatividade básica.


Quando falamos sobre o futuro científico, esperamos dele um local de responsabilidade e acima de tudo representatividade. Mulheres também sabem fazer política, fazer ciência e principalmente, fazer história. O pedido não é por ocupação total desses espaços, é apenas p