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Quem é você, Alasca?

A obra “Quem é você, Alasca?”, escrita por John Green, e lançada em 2005 pela Editora Intrínseca, logo tornou-se um best seller na lista do New York Times.

A trama se baseia em Miles, um adolescente de 16 anos que sempre teve uma vida pacata na Flórida. Sem amigos. Sem nenhum acontecimento relevante em sua vida. Além disso, ele tinha uma certa obsessão pelas últimas palavras. O jovem sabia as últimas palavras que grandes nomes disseram antes de morrerem. Em busca de seu “Grande Talvez”, o jovem se muda para o Alabama, onde começa a estudar no internato Culver Creek, o qual seu pai estudou quando mais novo. Lá ele faz amigos, e conhece a excêntrica e problemática Alasca.

Miles, tentando se adaptar ao novo ambiente, tem que lidar com seus sentimentos pela Alasca. Ela é uma menina extremamente inconstante, que em certo momento está feliz, e logo depois está triste. Pode-se perceber pela escrita incrivelmente detalhada de John Green, que a mesma possui traumas passados que a assombram até o presente. A personagem é uma pessoa complicada, cheia de segredos e cicatrizes, e Miles é um garoto inocente e tímido, tentando conhecer a si mesmo.

Talvez a “grande sacada” da obra seja perceber que seu nome é “Quem é você, Alasca?”, pois, durante toda a narrativa, o protagonista tenta entender quem é essa personagem. Ao mesmo tempo, o próprio leitor se envolve de maneira tão intensa na história, que seu objetivo passa também a tentar entender essa garota enigmática.

É extremamente interessante, pois a história é assustadoramente real. Os acontecimentos dele poderiam facilmente acontecer, e inclusive ocorrem, e é isso que atrai ainda mais. É possível se enxergar nas dúvidas, angústias e sentimentos dos personagens.

Para além disso, a obra conta com frases incrivelmente reflexivas, ditas pelos próprios personagens. Algumas das melhores são: “Chega uma hora em que é preciso arrancar o Band-Aid. Dói, mas pelo menos acaba de uma vez e ficamos aliviados.” ou “Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em como será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente.” Frases soltas podem ser difíceis de decifrar, mas no contexto do livro, é surpreendente como elas fazem sentido.

Mas cuidado. Para os que não conhecem o estilo de John Green, ele é um escritor “perverso” pois além de fazer o leitor pensar muito e refletir sobre questões existenciais, ele não é adepto a finais felizes. Mas sem dúvidas é um final memorável, e digno de leitura.




Dicas:


Esse site tem todas as frases marcantes do livro. Mas cuidado porque algumas podem dar spoiler!