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Qual é a finalidade da vida?



No momento em que estamos vivendo (pandemia do covid-19) é muito interessante e ao mesmo tempo difícil falarmos da vida de maneira geral. Nós mudamos nossos hábitos, costumes, nossa vida em prol da importância de não nos arriscarmos e nem arriscarmos quem amamos e outras pessoas. O mais peculiar desse acontecimento está no fato de nós estarmos mudando nossas vidas e passando por essas dificuldades diárias para salvarmos- nos. Todavia, falarmos da finalidade da vida requer muito esforço, força de vontade e, eu diria que, muita coragem. Esse tema nos engana, pois, de primeira, achamos ele fácil de lidar, abordar e discutir, no entanto, quando partimos para a ação, vemos que não é o que parece. Meu propósito trazendo essa matéria é tentar fazer com que pessoas reflitam diante disso. Decidi trazer uma concepção mais filosófica da finalidade da vida, ou seja, vou pautar sobre Aristóteles, e de como o filósofo tratava dessa questão, e vou fazer uma mesclagem para os dias atuais e me posicionar diante de seu discurso na obra “Ética a Nicômaco”, mais precisamente no livro I.


Ficamos vulneráveis a qualquer posição que tenhamos que tomar diante quaisquer coisas. A vida nos coloca a frente de certas decisões as quais não podemos correr, tendo que fazer uma escolha. A “escolha” é um termo fundamental para Aristóteles na questão da filosofia prática. O termo usado para “escolha” é “proairesis”. Uma das características da ação humana é que ela envolve escolhas, nossa ação não é uma ação automática. Na vida prática nós deliberamos, e, então, com base na deliberação é que nós fazemos a escolha. E, talvez, essa seja a pior parte do caminhar da vida. Porém, essa parte nós não podemos pular, e ela geralmente nos transforma ou nos muda de alguma maneira.