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Publicidade infantil em questão no Brasil


“Mamãe, quero esse brinquedo”, “Eu quero ir brincar lá”, “Batata frita! Podemos ir ao restaurante comer?”. Estas são frases tipicamente ditas por crianças após assistir a qualquer tipo de propaganda que venha a passar na televisão ou em outro meio tecnológico. Entretanto, o que as leva a sentir o desejo de comer a batata frita que ela viu na propaganda do McDonald's? Ou o porquê ao ver um bicho de pelúcia que certa loja vende, a criança quer comprá-lo no mesmo momento? Seguindo por esta linha de raciocínio, é possível perceber que as propagandas possuem diversas estratégias, seja por meio das cores, linguagem e músicas, planejadas excepcionalmente para atrair a atenção das crianças. Entretanto, isso se torna extremamente prejudicial para os menores, pois eles ainda não possuem uma visão abrangente de mundo, e muitas vezes nem percebem que estão sendo influenciados ou até mesmo controlados por essas publicidades.

Desta forma, é sabido que uma das maiores redes de comércio do mundo são as lojas de fast food McDonald's. Eles são conhecidos principalmente pelos lanches, entretanto também pelo famoso “Mc Lanche Feliz”, no qual a criança ganha um “brinquedinho” junto com a comida. A obesidade infantil tornou-se muito recorrente nos últimos anos, e realizar propagandas capazes de convencer as mentes infantis a consumirem determinado produto é extremamente perigoso, e acaba também incentivando ainda mais a obesidade, já que a grande maioria das empresas de fast food utiliza das propagandas com um brinquedo que vem junto com a refeição.

Haja vista que, em abril de 2014, o Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), deu início a uma vasta discussão com Ongs que protegem crianças e adolescentes, que tem como o objetivo principal estabelecer que, qualquer tipo de propaganda que tenha a intenção de persuadir a criança a consumir algum produto ou serviço, deve ser considerada abusiva. Muitos países ainda possuem esses anúncios prejudiciais, como por exemplo o Brasil e os Estados Unidos, que não possuem nenhum tipo de leis a respeito das publicidades. Porém, por outro lado, como mostra a Noruega, é possível não ter comerciais direcionados a crianças.

Portanto, diante dos fatos supracitados, pode-se concluir que as propagandas são capazes de influenciar fortemente as crianças, pois estas, decorrente de sua idade, ainda não tem valores e opiniões formadas, de modo a serem facilmente influenciadas e manipuladas. Por isso, é necessário que a Conanda estabeleça limites nas empresas de advertisement, visando que as propagandas não sejam mais direcionadas às crianças, ou que, se forem feitas para os olhos infantis, que não se utilizem de ferramentas para o convencimento, tais quais cores, sons, brinquedos entre outros. Deve-se levar como exemplo os países como Chile e Itália, que fazem com que as propagandas sejam apenas permitidas a certas faixas etárias e em determinados horários.