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Poder do Povo da Floresta: o povo Ashaninka da aldeia Apiwtxa

A apresentação da oradora Carolina Comandulli (Phd- University College of London- Antropologia Social) foi resultado de sua pesquisa sobre os povos indígenas Amazônicos, em relação à evolução da sociedade como continuidade e preservação da vida. Nela, explica como o povo Ashaninka mantém o seu próprio mundo, em conexão com suas tradições, e com o cuidado pela vida, para o seu próprio bem e para o bem do planeta.

Comandulli conviveu com o povo indígena localizado no Acre durante dois anos, então explica a diversidade em relação à organização social.


Os princípios que sustentam o povo Ashaninka são:

- União: coletividade acima da individualidade

- Colaboração acima da competição: enfoque na troca de conhecimento

- Oposição a subjugação de sistemas externos de convivência

- Valorização da vida (humana e não humana) acima de interesse políticos econômicos e individuais.

Inicialmente, apresentou um panorama histórico do estado brasileiro em relação a seus povos indígenas. A constituição anterior a 1988 aderiu à tutelagem e integração em relação às aldeias. Após a luta de movimentos sociais, uma postura de valorização e respeito à diversidade cultural foi aderida constitucionalmente.


Apiwtxa:

Desde que os Ashaninka foram demarcados, buscam soluções para serem autônomos de sistemas externos. Dentro de sua comunidade existe um intricado sistema de liderança que atende a necessidades atuais e tradicionais. Ademais, os sonhos são considerados uma forma de continuidade da vida; e a espiritualidade shamanica é de grande importância, servindo como forma de comunicação e guia, que determina sua visão de mundo.

Além disso, criaram uma união como forma de garantir sua proteção, independência e organização territorial, e para defender seus interesses no mundo exterior.

Carolina expressa que o modelo social é representado pelo esclarecimento do contato com a natureza, e a auto dependência.


No Brasil, observa-s