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Olimpíadas, igualdade de gênero, números e ações

Atualizado: 8 de out. de 2021

Antes do início oficial da atual edição olímpica e no seu decorrer, diversos acontecimentos trouxeram à tona uma contradição acerca do fato de igualdade de gênero no evento e no esporte. A seleção norueguesa de handebol de praia recebeu uma multa de mil e quinhentos euros por comparecer ao jogo utilizando shorts ao invés de biquínis. Além disso, a jogadora canadense Kim Gaucher havia sido obrigada a escolher entre ser mãe ou jogar por seu país no basquete, e as ginastas alemãs fizeram história estreando um novo modelo de uniforme. Em meio a debates, polêmicas e erros, todos esses acontecimentos questionam a inclusão no esporte por meio de regras atrasadas e desprovidas de sentido.


Crédito: The New York Times - Federação Norueguesa de Handebol. O uniforme que foi motivo da multa de quatro dígitos ao time.


A equipe norueguesa decidiu em conjunto a mudança de uniforme em razão da priorização do conforto das jogadoras. Uma delas, Martine Welfler, disse que “com tanto body shaming e coisas do tipo nos dias de hoje, você poderia ter a permissão de usar trajes um pouco maiores ao jogar.” Quem multou o time foi a Federação Europeia de Handebol, devido a regras da Federação Internacional, a qual requer que as jogadoras usem biquínis “com um ajuste justo e com o corte em um ângulo direcionado para cima da perna”, enquanto para homens, a única regra é que usem bermudas até no máximo dez centímetros acima do joelho e que não sejam muito largas. Em relação a isso, alguns dias após o ocorrido, uma porta-voz da organização disse que não sabia o motivo dessa regra e que promoveria uma investigação interna para descobri-lo. Ao mesmo tempo, Kare Geir Lio, o representante da federação norueguesa de handebol afirmou que vêm questionando à autoridade global o motivo de tal regra desde 2006.