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O poder é de quem?


Imagem: acervo Giramundo, ItaúCultural.org.


Habilidade, direção e talento são fatores essenciais para alguém que tem poder nas mãos. Habilidade para notar a vulnerabilidade exibida pelo cenário a sua frente, direção, para definir que rumo seguir, e por fim, talento, para cativar as pessoas a seguirem este determinado caminho.


Todavia, apesar da complexidade muitas vezes vista por fora, o poder nem sempre está nas mãos de pessoas complexas. Existem diversos exemplos de pessoas que, antes de chegarem ao poder, eram pessoas completamente simples, e mesmo assim, as dimensões alcançadas por estas, foi completamente contrária à sua simplicidade exibida anteriormente. No poder, tudo se baseia entre algo que é desejado por certo grupo e quem consegue perceber isso e oferecer a solução, se tornando, portanto, a voz e a representação oficial do grupo.


Tempos críticos, são os momentos perfeitos para que um determinado indivíduo use da vulnerabilidade da situação apresentada e, portanto, exerça certo poder. Hitler é um exemplo nítido de como uma pessoa “comum”, dada certa circunstância, consegue ir de uma realidade simples para um cargo supremo. Este, ao notar diretamente como a Alemanha se exibia – desemprego maciço, início da grande depressão, humilhações postas pelo tratado de Versalhes e o descontentamento social – teve a “virada da chave” e conseguiu ver uma brecha de crescer, entrando no poder e traçando então, seu caminho de Führer.