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O modelo Clube-empresa

Imagem: Pierre Rosa/AGIF


Já pensou na possibilidade de investir no seu time do coração? Isso pode se tornar realidade no futuro aqui no Brasil. Este modelo já acontece em alguns países na Europa, e em grandes clubes, como o Manchester United (Inglaterra), Juventus (Itália) e a Roma (Itália), que já estão inseridos nesse modelo.


Atualmente, no Brasil, os clubes de futebol são caracterizados como associações sem fins lucrativos. No entanto, existe o PL 5082/2016 que está em tramitação no Senado, e caso aprovado, permite que os clubes se tornem uma sociedade anônima ou uma empresa limitada que tem o objetivo de obter lucros.


No Brasil, o Cuiabá -time que subiu da Série B do campeonato brasileiro para a Série A, em 2020- e o Red Bull Bragantino, já possuem o formato empresarial. O Botafogo-RJ e o Athletico Paranaense possuem interesse.


O cenário europeu e norte-americano


Na Alemanha, o modelo funciona na regra 50+1, onde é exigido que as associações fiquem sob controle de pouco mais de 50% das ações. Esta regra, segundo a Bundesliga, visa proteger os clubes dos donos que só visam os lucros. O atual campeão da Europa, o Bayern Munique, possui três principais patrocinadores e cada um recebe cerca de 8,33% das ações, enquanto 75% ficam com a associação.


Na Inglaterra e na Itália, por exemplo, os clubes de futebol se constituem como empresas limitadas desde a década de 20. Já, nos Estados Unidos, a profissionalização é tão avançada que os times já usam o formato de franquia, onde cada clube é uma empresa que detém um porcentual de ações da liga esportiva profissional, na qual está inserido (NFL, NBA, NHL e etc).



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