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O dia em que verde foi a cor da seleção brasileira

Atualizado: 24 de abr. de 2021


Em pé: Djalma Santos, Valdir, Ferrari, Dudu, Djalma Dias e Valdemar

Agachados: Julinho, Servílio, Tupãzinho, Ademir da Guia e Rinaldo.


Ter jogadores representando a seleção é um dos melhores frutos que um time pode colher, já que mostra o nível de seu elenco e a visibilidade que a equipe possui. Agora imagine uma situação em que todos os atletas de um único clube vão à seleção, em uma partida responsável por inaugurar um dos mais históricos estádios do Brasil, o Estádio Governador Magalhães Pinto, ou melhor dizendo, o Mineirão.


Era setembro de 1965, Brasil e Uruguai protagonizavam uma das maiores rivalidades entre seleções no mundo do futebol, um confronto marcado principalmente pela final da Copa de 1950, onde dentro do Maracanã em frente a mais de 199 mil pessoas, a seleção uruguaia bateu o Brasil e sagrou-se bicampeã do mundo.


Um amistoso entre as seleções era o principal evento na lista de festividades que inaugurariam o estádio mineiro, porém, um fato na partida chamou a atenção. Pela primeira – e única – vez na história, a Seleção Brasileira esteve inteiramente representada por um mesmo time, tendo em vista que todos os atletas (titulares e reservas) e membros da comissão técnica vinham da equipe do Palmeiras. Devido à partida ser marcada em cima da hora, não havia tempo para a CBD (atual CBF) realizar uma convocação, o que levou a instituição a convidar o elenco palmeirense, já que era um dos principais elencos do país.


Outro fato marcante da partida é que também pela primeira e única vez a seleção foi comandada por um técnico estrangeiro, na ocasião, o argentino Filpo Núñez. O jogo acabou em 3x0 para a seleção canarinho, que conquistou a Taça Inconfidência.

Vale ressaltar que o Santos, outra potência da época, estava em uma excursão no exterior, por isso não foi convidado.