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O conceito artificial de Nação


Definir o que é Nação é simplesmente complicado. Entender essa palavra tão imponente e que já causou tanta comoção na história moderna foi um masoquismo intelectual. São diversas as definições, diferentes pontos de vista de diferentes autores, particularidades, ramificações e além tudo, em sua maioria, são circunstanciais.


O Google me diz que Nação é um agrupamento político autônomo que ocupa território com limites definidos e cujos membros respeitam instituições, também, sinônimo de país. No dicionário jurídico de Maria Helena Diniz é possível encontrar doze definições. Além disso, diferentes estudiosos do tema em diferentes períodos trazem suas próprias interpretações com suas especificidades e, o mais importante, adaptadas à sua época.


Segundo a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, desfecho da Revolução Francesa, a Nação abriga a soberania do Estado, assim, a legitimidade do poder político deve vir dela. Mecanismo fundamental usado pela burguesia do século XVIII para aumentar sua influência e limpar traços das monarquias absolutistas do Antigo Regime, em declínio na época.


Miguel Reale, jurista brasileiro, filósofo e integralista, definiu a nação como um elemento subjetivo que configura a “consciência nacional” que já contém o caráter de Estado e implica na soberania. Claramente influenciado pela Revolução Francesa, essa análise foi útil para a Ação Integralista Brasileira (AIB) que buscava mais poder político na década de 1930 com seu discurso fascista e nacionalista