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“Meu Amigo Totoro”, uma nova visão do mundo



Um enredo simples, que nos apresenta uma das mensagens mais interessantes de toda a filmografia do Studio Ghibli: A imaginação pode ser nossa melhor amiga nos momentos mais difíceis.





Pintados à mão, em aquarela, os milhares de frames de “Meu Amigo Totoro” não têm nenhum grande conflito. Nenhum grande herói ou vilão. Nenhuma grande batalha ou cena de ação. Mas são cheios de sensações, experiência, sensibilidade e exploração.

Recém-chegadas a uma nova cidade, as irmãs Mei e Satsuki estão passando por um momento bastante complicado das suas vidas. Com a mãe no hospital em uma situação muito delicada, o pai preocupado e atolado com o trabalho, as meninas irão precisar encontrar um jeito alegre e leve de ver o mundo que irá ajudá-las a passar por tudo isso. O diretor, Hayao Miyazaki, articula todo esse contexto e nos oferece um filme com um olhar ingênuo, infantil, de quem vê tudo pela primeira vez, com a magia que transforma uma semente em um tesouro.

Brincando despreocupada pela floresta, Mei encontra uma enorme criatura cinza, que se apresenta murmurando “To-to-ro”. Quase como um espírito da natureza, ele estará presente para as irmãs nos instantes em que elas estão perdendo a esperança, lembrando-as de, acima de tudo, se divertirem. Como, por exemplo, na cena em que as duas estão esperando o pai no ponto de ônibus, encharcadas pela chuva, quem quebra o silêncio desesperador é ele, Totoro, que brinca sorridente com seu guarda-chuva, pulando nas poças e as molhando divertidamente.


Miyazaki é um dos diretores que mais conseguem mostrar respeito pela natureza através de seus filmes, e aqui não é diferente. Ele nos mostra que, como as plantas e as árvores, tudo cresce. Uma hora as coisas que nos atormentavam se vão, mas para isso é preciso paciência. É preciso ter fé no tempo, porque alguma hora ele nos trará paz. Mei e Satsuki terão que esperar um pouco pela melhora da mãe, também não adianta que elas se preocupem tanto com isso e deixem de se divertir. Por mais assustador que seja, é preciso não deixar a imaginação de lado.

Mesm