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Liberdade é ou não real? Demônio de Laplace



Um pouco do contexto, antes do paradoxo dito. Entramos no século XIX, após a descoberta de um novo mundo na geometria, a matemática passou a ser reconhecida não mais como uma ciência natural, decorrente da observação da natureza, ou que buscasse descrevê-la, mas, como uma criação intelectual do homem. Nossa figura centra é o Pierre-Simon Laplace, que foi um matemático, astrônomo e físico francês, nascido no ano de 1749 e com data de falecimento, no ano de 1827, que teve como influência, em sua formação: Isaac Newton, Leonhard Euler, Abraham de Moivre, Jean le Rond d’Alembert. O acontecimento matemático-científico que ajuda a entender o ponto de Laplace é a criação do cálculo, como ferramenta para análise e descrição do movimento de corpos, em sistemas mecânicos complexos, por nada mais nada menos que, Sir Isaac Newton, em 1665.


Eu admito, com o passar do texto, quem for ligado em filosofia vai lembrar do gênio maligno, que o grande filósofo Descartes propôs tentando provar a própria existência, mas no caso do “demônio de Laplace” são proposições e métodos diferentes. E também, o termo “demônio” nunca foi usado por Laplace, e mesmo se tivesse sido utilizado, não seria com relação a figura diabólica presente na mitologia cristã, tudo não passava de um experimento mental, que combinava matemática e ciência a filosofia e política.


Laplace imaginou um intelecto que pudesse analisar os movimentos de todos os átomos do Universo, de modo a prever, com extrema precisão, seus trajetos futuros. Seu experimento era uma investigação sobre o determinismo, o conceito filosófico, segundo o qual todos os eventos são determinados por causas do passado, ou seja, tudo aquilo que acontece ao homem ou no mundo é determinado por acontecimentos passados e que podem ser de caráter natural ou “sobrenatural”.