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Leia nacionais e Leia mulheres!




Se você perguntasse para a Anna de 15 anos se ela gostava de livros nacionais, a resposta seria provavelmente “claro que não!”. Já essa Anna que vos fala aos 19 anos, panfleta na primeira oportunidade que têm.


Hoje eu entendo e valorizo a importância da literatura brasileira, desde Machado de Assis que consegue abrir as nossas cabeças, fazendo com que tentemos descobrir se Capitu traiu Bentinho, passando para Guimarães Rosa com seu jeito peculiar de inventar palavras ao escrever seus livros, o tal neologismo, até Lygia Fagundes Telles e suas extraordinárias “As Meninas”.


E provavelmente como toda jovem lá pelos seus 13 anos de idade, os livros da Thalita Rebouças, Paula Pimenta e Carina Rissi foram pilares na minha jornada como leitora. Mas foi mais a partir do ano passado, quando eu pude conhecer mais autoras nacionais, que eu tive a certeza de ter meu coração roubado. Foram autoras como Paola Aleksandra, Sara Fidelis, Karen Santos, Djamila Ribeiro, Auritha Tabajara, entre tantas outras que me mostraram como a nossa literatura pode ser inclusiva, amorosa, reflexiva, divertida e única!


Essas autoras incríveis me mostraram como é importante ter histórias feitas por mulheres, já que estamos cercadas de livros contados por homens.


Para se entender um pouco melhor, em meados de 1917, em um dos seus ensaios mais importantes da literatura feminina, a famigerada Virgínia Woolf discorre sobre a importância de se ter um lugar onde as mulheres pudessem se trancar e escrever sem serem interrompidas, rompendo assim uma tradição dominada pelo patriarcado.