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Io La Conoscevo Bene: Uma única lagrima

Atualizado: 14 de out. de 2021

Se La DolceVita de Fellini é o olhar masculino sob a sociedade da embriaguez do espírito e de toda sua beleza carnal, Io La Conoscevo Bene lançado 5 anos depois, por Antonio Pietrangeli, traz à tona com maestral sensibilidade o lado até então indiscutido dessa sociedade: olhar feminino sob a corporação animalesca do showbiz.


Io La Conoscevo Bene não é um filme apenas para ser visto, mas também para ser escutado. Pietrangeli nos convidaao simples ato de escutar. Acompanhamos Adriana no íntimo de seu apartamento a cantarolar entre pilhas de discos e sentimentos.


Como no nosso cotidiano as músicas que escutamos denunciam! Denunciam mais do que imaginamos. De Mina em “E Se Domani” e Sergio Endrigo em “Mani Bucate”, somos convidados a partilhar desses momentos de intimidade entre Adriana e seus sentimentos.


A beleza irreal de Adriana acaba influenciando em seus diversos amores e em seu sonho de ser atriz, mesmo sempre buscando genuinamente se entregar a seus sentimentos, acabam por tirar proveito, tendo tanto a dar, mas com nenhum que verdadeiramente a queira.


Apesar de seus amores frustrados e o proveito o qual a é tirado, Adriana se mostra feliz, feliz e despreocupada, absorta em uma ingenuidade de uma pureza verdadeira. Uma pureza incompatível com a violência animalesca da sociedade cinematográfica da época.


Em seu último ato, a obra se concret