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Invasão ao capitólio e o privilégio branco

No dia 5 de janeiro desse ano, a Câmara de representantes e o Senado americano iriam ratificar a vitória de Joe Biden através de uma votação. Tudo ocorria bem, mas no mesmo instante, apoiadores de Donald Trump se reuniam em frente à Casa Branca para ouvir o mesmo falar e o que ele falou não foi surpresa que as eleições foram roubadas e que eles iriam marchar até o capitólio para protestar. Acontece que a manifestação foi longe de ser pacífica, e algumas horas depois, mais de trinta mil apoiadores de Trump estavam em frente ao Capitólio. Algumas horas depois, os vândalos (pois para mim não merecem serem chamados de manifestantes) invadiram o Capitólio, e foram confrontados com pouco esforço da segurança local e da polícia (apenas alguns policiais agiram de forma correta).



No meio dessa invasão, o Capitólio foi posto em lockdown por várias horas, e partes dele acabaram sendo destruídas, como as escadarias, as janelas e os pódios dos representantes e dos senadores. A invasão resultou em cinco mortes, dentre elas a de um policial que gritava por socorro, enquanto seus companheiros de equipe tentavam conter a multidão entrando no Capitólio. Deve-se lembrar também que foram flagrados manifestantes usando camisas de grupos supremacistas brancos como o Proud Boys e o Unite The Right, assim como também foram flagrados manifestantes usando casacos e camisetas onde se estava escrito “Camp Auschwitz: o trabalho nos liberta” (bem típico, vindo da extrema direita americana), demonstrando o tipo de base apoiadora de Donald Trump.