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Infodemia



Imagem que retrata qualquer pessoa com acesso a internet, nos tempos atuais.



Além da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus, outra epidemia assombra o planeta - a Infodemia. O termo refere-se a “um grande aumento no volume de informações associadas a um assunto específico, que podem se multiplicar exponencialmente em pouco tempo, devido a um evento, como a pandemia atual.” Por isso, pode-se perceber que os dois termos estão ligados firmemente.

Frequentemente, sentimo-nos completamente tomados pelas redes. Seja pelo Twitter, Instagram, o que for - a sensação muitas vezes é a mesma - a de overdose de informações. Como já abordado anteriormente, no texto “Por que não paramos de Trabalhar”, mesmo no nosso tempo livre, estamos trabalhando - seja pro Facebook ( utilizando as redes ), ou simplesmente tendo que trabalhar de plantão por estar em home office.

E enquanto estamos nesse “período de descanso”, acabamos caindo no constante bombardeio de informações, verídicas ou não, que nos assombram diariamente. E é justamente essas não verídicas que trazem o maior problema - as chamadas fake news. Partindo do contexto de saúde mental, esse fenômeno torna-se pior pela constante sensação de impotência diante de milhares de informações, sem saber distinguir o verdadeiro do falso - ou ainda pior, atordoar-se diante dos absurdos (ao pé da língua) constantes em nossa sociedade. Digo pelas aglomerações, falta de empatia, fake news, secas, aumento na conta de luz, impunidades e notícias nada animadoras sobre o futuro de nosso país - ou melhor, do mundo. Então, essa impotência deflagrada acima, junto com a situação atual de necrorepública (Miguel Nicolelis), cria a “infodemia”, que pode se tornar tão perigosa quanto o vírus.

Ainda, essa epidemia de informações pode agravar mais a pandemia do coronavírus, daí vêm a chamada ligação mencionada na introdução deste texto. Em um contexto de total desinformação, o vírus não sairia ileso. A aposta em diversos remédios ineficazes, baseada em relatos de redes sociais e não em pesquisas científicas sérias (veja bem o nível!) leva-nos ao cenário de verdadeira calamidade pública (essa sim, verdadeira, mesmo com o TCU (ou melhor, presidente da república) dizendo ao contrário). Se apenas fosse sobre remédios, e não também deslegitimando as práticas de prevenção da pandemia, como o uso de máscaras e medidas de isolamento - que são comprovadamente as melhores soluções para os problemas de saúde. Ou seja, podemos concluir então, que a infodemia vai além de estragar com o emocional, indiretamente fornecendo a receita para o fracasso.

Portanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) está tratando ativamente para tentar minimizar os impactos do excesso de informações. Por isso, foram definidos quatro pilares para a gestão: (1) monitoramento de informações ; (2) fortalecimento da capacidade de alfabetização em saúde digital e ciência; (3) incentivo a processos de aprimoramento da qualidade das informações, como verificação de fatos e revisão por pares; e (4) tradução precisa e oportuna do conhecimento, minimizando fatores de distorção, como influências políticas ou comerciais. Também é ressaltada a importância das revistas científicas para o fortalecimento da informação verdadeira. Não pela OMS, mas vale a pena também o destaque para a importância de meios de comunic