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Esquimó: muitos falam, poucos conhecem




Muitos já ouviram falar destes povos que muitos chamam de Esquimós, seja pelas engenhosas construções dos iglus ou até mesmo pelo famoso “beijo de esquimó”; esse nome se tornou extremamente comum de ser utilizado, atualmente, no âmbito popular e até mesmo pelas grandes mídias de comunicação internacionais. Apesar de difundido na sociedade globalizada como normal, a bagagem histórica e etimológica carregada por esse termo é pouco atrativa e por vezes considerada ofensiva.

Assim como povos autóctones (indígenas) brasileiros são popular e erroneamente denominados “Índios”, nações nativas do extremo Norte do continente americano e da Rússia sofrem com uma herança histórica parecida.

“Esquimó” foi um termo pejorativo historicamente atribuído aos povos Inuítes, Iupíques e Inupiates, nativos do extremo Norte do continente americano (EUA, Canadá e o território semi-autônomo da Groenlândia) e algumas regiões russas. Teorias sobre a origem do termo sugerem que foi desenvolvido e popularizado em antigos dialetos estrangeiros da região, que definiam, com finalidade ofensiva, os nortistas como “comedores de carne crua” ou “aquele que laça os sapatos de neve” (tradução livre). A definição é justificada pelo fato de esses povos, devido às condições extremas e ao frio intenso da região, tradicionalmente viverem à base da caça e pesca e, muitas vezes, serem incapazes de realizar combustão para o preparo da carne para consumo, precisando comê-la crua.