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Entre trancos e barrancos, o vôlei masculino está nas quartas de final

E não foi fácil. Nunca é fácil. O Brasil passou em segundo lugar no grupo da morte em Tóquio 2020. Em um grupo formado por Rússia, Brasil, Estados Unidos, Argentina, França e Tunísia — apenas 4 classificarem é realmente uma pena. Prova disso é a eliminação de um dos maiores favoritos, os EUA, para a Argentina.


O Brasil entra na competição como o maior favorito, por ter sido campeão da Liga das Nações 2021 e da Copa do Mundo de 2019. Sendo assim, era natural que tivesse favoritismo para o primeiro lugar no grupo. Porém, o começo não foi ideal. O vôlei começou com um 3x0 contra a Tunísia. Apesar do resultado, a performance dos jogadores foi muito abaixo daquilo apresentado na VNL. Depois, o Brasil teve um confronto duríssimo contra a Argentina. Marcelo Mendez e Horacio Dileo, dois técnicos que trabalharam durante muito tempo na Superliga, anularam o sistema ofensivo brasileiro nos primeiros dois sets. Ainda, contaram com uma atuação de gala de seu líbero e do oposto Bruno Lima. Porém, a seleção conseguiu dar a volta por cima, em uma virada histórica no 4o set quando perdia de 17x11. O jogo acabou com a virada brasileira de 3x2.


Todos acreditavam que esse teria sido o jogo que acordaria a seleção para o restante da fase de grupos. Porém, não foi o caso. O Brasil enfrentou a Rússia na terceira rodada, e foi completamente engolido pelo sistema Bloque-defesa dos russos. Com uma atuação apagada de todas as extremidades, os europeus fecharam o jogo em 3x0. Daí em diante, o alerta vermelho foi ligado. O próximo confronto foi contra a seleção estadunidense, em que o Brasil conseguiu emplacar seu jogo, com a melhora de Leal, Lucarelli e com o Thalles recepcionando a bola acima de 70%. Contou-se também com os 31 erros dos americanos, e o Brasil fechou a partida em 3x1.


Confiantes, o Brasil enfrentou a França, em um jogo de sobrevivência para os europeus. Em um dos melhores e mais longos jogos já vistos, a seleção ganhou de 3x2. Desta vez, apresentando atuação sólida no side out, mas ainda sofrendo para rodar no contra-ataque, com bolas às vezes imprecisas do Bruninho, e às vezes com os atacantes enfrentando o bloqueio montado.


Amanhã, o Brasil enfrenta o Japão pelas quartas de final. Cruzamento extremamente favorável para a nação tupiniquim, visto que os anfitriões são surpresa de terem chegado neste estágio da competição, tendo eliminado o Irã, que era um dos favoritos no outro grupo. O jogo, não será fácil, pelo grande volume de defesas apresentado até aqui pelos japoneses. O Brasil precisará de paciência para rodar, e conseguir parar as estrelas japonesas Ishikawa e Nishida.