Buscar

Empresas deixando o Brasil


Desde o segundo semestre de 2020 inúmeras empresas tem cancelado planos ou encerrado suas produções no território brasileiro. O caso mais famoso diz respeito à empresa automobilística Ford, que cessou a fabricação de seus veículos no Brasil, porém, ao contrário do que a maioria pensa, muitas outras decidiram retirar o Brasil de suas planilhas, entendamos o porquê.


Existem inúmeros casos de desistências por parte das empresas multinacionais além da Ford, como exemplos principais temos a Sony, que deixará de produzir e vender TVs, áudio e câmera neste ano; a companhia aérea Virgin Atlantic, que tinha o Brasil em sua lista de futuras atuações, voltou atrás em sua decisão e achou por bem cancelar um possível início de seus serviços em nosso solo, e por fim, a venda de fábricas da empresa esportiva Nike, que não deixará o país, porém, para tentar aumentar seu lucro em meio à crise pandêmica, e por tabela continuar sua antiga estratégia de entregar suas fabricas para parceiros, cedeu sua linha de operação para o grupo SBF, que chefia a rede de lojas Centauro.


— “Na ordem econômica, nem é bom falar. Discrimina contra investimentos estrangeiros, marginalizando o Brasil na atração de capitais. Na Constituição de 1988, a lógica econômica entrou em férias”. Foi o que disse o renomado economista Roberto Campos sobre as políticas de mercado brasileiras. Esta frase responde a primeira parte do porquê desses abandonos estarem ocorrendo: o Brasil é famoso por ser um país constitucionalmente antimercado, o que gera uma burocracia gigantesca, excesso de impostos e dificuldade de atuação sobre empresas internacionais, as desencorajando de se estabelecer em nosso território. Apesar de alguns desses problemas terem sido resolvidos nos governos Collor e FHC, fazendo com que grandes multinacionais viessem ao Brasil, não foram feitos grandes avanços em relação à composição econômica da constituição de 1988, com isso, se torna cada vez mais verídico o que havia dito Roberto Campos há 33 anos.


A segunda e última parte da resposta a essas fugas, é baseada na fatal “crise do Corona”, porém, focada especialmente em sua desprezível gestão. Não é novidade pra ninguém que houve uma diminuição drástica do mercado consumidor e isso baixou consideravelmente a receita de inúmeros empreendimentos, sabendo disso, e tendo noção dos riscos, você apostaria suas fichas no Brasil se tivesse uma empresa? Principalmente tendo em vista que este país é presidido por Jair Bolsonaro e economicamente auxiliado por um mentiroso e pouco autônomo grupo chefiado pelo falso liberal Paulo Guedes? Provavelmente não. E é justamente isso que os planejadores observam no Brasil, a junção de uma regulamentação pesada com generosos punhados de instabilidade política, causando prejuízo em absolutamente todos os aspectos, tornando-se desvantajoso para as grandes empresas.


O caos do Brasil vem desde sua constituição, somada com o irresponsável, inconsequente, néscio e intragável presidente da república. Este caos se multiplica e sem dúvidas nos levará a um declínio econômico gigantesco. Não obstante, continuamos a nos autossabotar com medidas singulares e burras de órgãos governamentais...


Recentemente o Procon-SP multou a empresa Apple em R$10 milhões pela comercialização de