Buscar

Desabrigados: as Faces Invisíveis das Mudanças Climáticas

No primeiro dia do Earth Action Hub, ativistas do Brasil e do Canadá se juntaram para discutir o aumento exponencial de pessoas desabrigadas e as semelhanças de perfil entre elas, além de ressaltarem a vulnerabilidade da população sem-teto frente às mudanças climáticas.


Os fundadores do projeto "Dente de Leão”, que busca proporcionar vivências sociais à crianças de baixa renda no Distrito Federal, Henrique Biana e Flávia Santos, se juntaram a Andrew Winchour, membro da “Homes First”, organização canadense que dá assistência e moradia a pessoas sem-teto em Toronto, para discutir sobre um tópico pouco explorado no debate sobre o meio-ambiente: a relação das pessoas de baixa renda com as mudanças climáticas.

Traçando vários paralelos entre os dois países, os palestrantes perceberam que muitos dos problemas enfrentados na luta dos desabrigados são os mesmos, indo da realidade dos refugiados e passando pela miséria de grande parte da população. Os ativistas ainda comentaram sobre como a guerra contra as drogas afeta negativamente a vida dessas pessoas.

Quanto ao perfil dos sem-teto, os três especialistas foram unânimes em dizer que o maior contingente de pessoas na linha da pobreza são negros, fato que fica cada vez mais evidente após os recentes protestos da causa “Black Lives Matter”.

Andrew Winchour ainda ressaltou que a vida dos desabrigados no Canadá fica mais difícil a cada ano. Por conta das mudanças climáticas, o clima canadense, que já não é nada estável, fica ainda mais agressivo e as iniciativas governamentais de criar abrigos temporários no inverno estão muito longe de ser efetivas.


Legenda: Abrigo temporário para pessoas sem-teto no Canadá.


Na realidade brasileira, Flávia Santos comentou a importância que muitas pessoas

empobrecidas t