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Da inauguração do industrialismo até a sustentabilidade - Expo 2020

Como a exposição mais importante dos últimos tempos atinge (ou não) seus objetivos.

(Foto - Oscar Papke)


Ao longo da história da humanidade, várias exposições foram feitas. Seja para expor obras de arte, ou para demonstrar as mais novas inovações - sempre foram as vitrines para o desenvolvimento do mundo. Em 1850, a Grã-Bretanha, na época considerada a maior potência mundial, resolveu criar uma enorme exposição no Hyde Park, localizado no centro da capital britânica. Tinha como intuito consolidar a hegemonia inglesa no contexto da Revolução Industrial, demonstrando suas principais descobertas e seus significados para o futuro. A exposição foi um sucesso completo, com mais de 6 milhões de visitantes, cerca de um terço da população do país na época.


Esse sucesso inspirou a França, historicamente rival da Inglaterra, a fazer semelhante. Porém, desta vez o foco era outro - sobre a agricultura, indústria e artes. Ao todo, 31 países se juntaram para expor as novidades do mundo. O sucesso foi quase tão grande quanto o Inglês, e logo as exposições se tornaram frequentes nos países europeus, posteriormente no mundo. Hoje, elas ocorrem a cada 3 anos.


No ano de 2021-2022, chegou a vez de Dubai. Evento que era para ter ocorrido em 2020, porém adiado devido à pandemia, tem como principal foco conectar as mentes e criar o futuro. A Expo foi dividida em 3 grandes distritos unidos por uma grande praça, sendo eles - Mobilidade, Sustentabilidade e Oportunidade. Mais de 192 países participaram com seus próprios pavilhões, todos com algo a mostrar a respeito do futuro que nos aguarda.


Porém, para o ilustre autor, o objetivo não foi alcançado. Nas últimas semanas, tive o privilégio de acompanhar a exposição e seus mais distintos locais e, sinceramente, tenho medo do que nos aguarda. Por mais que a Expo tenha seus próprios pavilhões, que são muito bem feitos e mostram inovações, a maioria dos países não cumpriu com o seu papel. Cabem em duas mãos a quantidade de países que demonstraram alguma inovação, ou que sua exposição era realmente autossustentável. A maioria serviu de palanque aos patrocinadores, propaganda de turismo ou massagem ao ego de seus respectivos líderes. Um exemplo disso é a Índia, um dos pavilhões mais interessantes (pela diversidade de seu país), lotado de comerciais para visitá-la e diversos lugares para cumprimentar ou tirar foto com Narendra Modi - primeiro-ministro do País. Destaca-se (negativamente), também, o pavilhão brasileiro, onde só existem propagandas da Sadia e um espaço para algumas projeções.


Ao mesmo tempo, a Expo cumpre uma função que pode passar desperce