Buscar

Crime e castigo



“Crime e Castigo” é um livro que foi escrito em 1866, por Fyodor Dostoevsky. O autor, durante a sua juventude participou de grupos socialistas e sempre tramou contra o Czar. Essa oposição ao Czar, levou Dostoevsky a ser sentenciado à morte, em 1849. Porém, quando o escritor já estava no Círculo Petrashevski - local onde os condenados eram mortos a tiros - chega uma carta mudando a sentença do autor, o qual deve então ser exilado para a Sibéria para fazer trabalhos forçados por 5 anos. Apenas após esses acontecimentos, Dostoevsky começa a virar um autor renomado e escreve suas maiores obras, como “O Idiota”, “Irmãos Kharamasov” e o assunto do texto, “Crime e Castigo”.


A trama trata da história de Rodion Romanovich Raskolnikov, que até mesmo no próprio nome já demonstra uma dualidade. Raskol, em russo, significa “fragmentação” - aquele que sempre está em dois lados. Então, a história vai tratar do Rodka, ex-estudante de Direito que precisou parar com os estudos por falta de dinheiro. O intelectual, pela miséria, passa a vender suas lembranças familiares à uma loja de penhores, cuja dona era uma repugnante velha chamada Alyona Ivanovna. Raskolnikov - já sem fé - cria uma teoria que separa todos os seres humanos em dois tipos de pessoas. Os extraordinários - que se assemelham ao conceito de Ubermensch, de Nietzsche - seriam as pessoas que fazem a diferença no mundo e que as regras não valem a ninguém, como Napoleão (que inclusive o personagem se identifica muito). E os ordinários, que são aqueles cidadãos comuns. Ou seja, os fins justificam os meios, pois os extraordinários podem se livrar dos ordinários a fim de um bem maior. Então, Raskolnikov vai se identificando cada vez com sua teoria e vendo a repugnante velhinha como um ser “indiferente” - e ao mesmo tempo com muito dinheiro - decide matá-la a machadadas. Durante o ato, a irmã da velha chega na casa, e Rodka também decide exterminá-la. Em poucos minutos, Rodion muda de um ex-estudante de direito, para um duplo homicida.