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Como é ser atleta e estudante em diferentes partes do mundo?

Culturas diferentes também dão experiências diferentes sobre como tratamos o esporte no Brasil


Praticar um esporte é uma grande experiência de vida, e não deve ser vista apenas como um passatempo, ou uma maneira de se tornar popular ou perder calorias. O esporte é uma parte fundamental na formação e educação de cada um, pois proporciona disciplina, foco, determinação e estimula o trabalho cooperativo e em grupo. Por esses motivos, quem pratica esportes deve ser valorizado. O reconhecimento do aluno que pratica esportes é fundamental para o bom desempenho acadêmico e, quem sabe para o futuro profissional dos atletas e das modalidade. Por isso, torna-se necessário a discussão de como o Brasil trata essa relação, em comparação com alguns países que tratam de forma diferente essa questão.

No Brasil, a prática de esportes é valorizada bem cedo para as crianças, pelo bom trabalho de incentivo e formação dos professores de educação física nas escolas que possuem estrutura. A paixão pelo futebol e também o interesse por outros esportes coletivos como vôlei e basquete. Porém, o país não tem uma política de incentivo aos atletas, e o esporte escolar não tem continuidade nas etapas posteriores à educação fundamental. O esporte universitário não é incentivado, com raras exceções, de maneira em que a grande maioria dos atletas, ao terminarem o Ensino Médio, tem que fazer a opção por ingressar no esporte profissional, sem passagem pelo ensino superior. Infelizmente, prevalece a noção de que o atleta não estuda porque não quer ou porque não precisa, algo que está completamente equivocado.

Porém, existem experiências que comprovam que é possível combinar esporte com a vida acadêmica. Nos Estados Unidos, a maioria das escolas possui uma boa estrutura esportiva, estimulando a prática deles, facilitando a formação e o trabalho dos profissionais da área. Lá, o esporte é dividido em seasons, períodos do ano praticados por todas as escolas. O vôlei, por exemplo, é um esporte do inverno (por ser praticado em ginásios), logo os grandes campeonatos ocorrem nessa época, e outras modalidades nas demais estações, possibilitando que os atletas participem de mais de uma modalidade no ano, trazendo diferentes repertórios para que posteriormente decidam a especialização em uma modalidade. Diferentemente do Brasil, o sistema universitário esportivo é muito bem organizado, proporciona bolsas de estudo aos atletas, que assim representam as universidades, nas competições regionais e nacionais, sendo a mais famosa a NCAA. Deste modo, os atletas quase sempre obtém uma formação superior antes de se profissionalizar, o que contribui para o bom nível do esporte profissional. Há também exigência acadêmica, sendo que o atleta deve ter bom desempenho para participar de jogos e treinamentos.

Outro país que estimula a prática esportiva é o Japão, com foco na Olimpíada de Tóquio 2020, o esporte é incentivado desde cedo e por volta dos 6 anos a criança inicia seus treinamentos. Nessa idade o professor da matéria em sala de aula ministra também a aula de Educação Física para identificar os talentos e habilidades dos alunos e auxiliá-los em sala de aula também. No ensino universitário, o país segue o modelo americano, com as ligas de seus principais esportes. Após a formação universitária, a grande maioria dos atletas mantêm a prática esportiva mesmo com empregos, e no período das competições são dispensados do trabalho, retornando, ao fim da temporada. Como exemplo o jogador Tatsuya Fukuzawa, ex-jogador da equipe japonesa de voleibol “ Panasonic Panthers