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Budismo e o cenário atual brasileiro

A religião baseada em Sidarta Gautama, ou mais comumente chamado de Buda, é um dogma não teísta, ou seja, que possui diversos elementos espirituais, mas não possui uma divindade eterna e imutável, o qual surgiu na Índia, no século VI A.C. O budismo tem como objetivos acabar com o sofrimento humano e alcançar a elevação (Nirvana). Apesar do caráter religioso, essa crença funciona como uma filosofia que busca que quem crer nela abdique de sentimentos nocivos como a raiva, inveja e ódio, além disso que pregue sentimentos bons como amor, generosidade, empatia.




O primeiro a buscar tal caminho foi Buda, ou Sidarta Gautama, um antigo príncipe do que hoje é conhecido como Nepal, o qual abriu mão do trono e de todos os seus direitos para acabar com o sofrimento humano, este por sua vez não se trata apenas de aspectos físicos como fome, doença ou outros fatores, mas o sofrimento interno de cada indivíduo. Sidarta também buscou ensinar a seus demais sobre tais anseios e assim surgiu o Budismo.

Mas, como toda essa história se relaciona com o contexto atual do Brasil? Para compreender melhor deve-se perceber que por mais que se trate de uma religião, a qual necessita da fé individual para existir, ela possui também aspectos filosóficos de amor a si e ao próximo que devem ser aprendidos num período no qual o país nunca esteve tão polarizado. Hoje no país quem discorda de você em algo, na maioria das vezes uma opinião de cunho político, é visto como uma escória que merece passar por coisas horríveis. Por exemplo, o que se vê no Twitter atualmente, não precisa se esforçar muito para encontrar comentários como “ Mais que merecido por ser bolsominion/ esquerdista, tomara que aprendam a lição”. Tal comentário e diversas outras ações são tão repugnantes e egoístas, porém o redator deste texto acredita que tal cenário poderia mudar se as pessoas aprendessem com o Budismo.


Por fim, existe uma frase de Dalai Lama na qual ele diz que ódio não deve ser respondido com ódio, se alguém age com ódio contra você, e por sua vez a resposta é com ódio, o resultado nunca será bom. Uma citação até que simples, porém as pessoas não absorvem tal ensinamento, pois o ódio dentro de si é muito grande. Ademais, segundo o próprio budismo, o caminho que deve ser pretendido é o da neutralidade, ou seja, a atuação do não extremismo, tanto físico como moral. Portanto, o que o Brasil deve aprender com tal religião é que independente do pensamento da pessoa ou de quem ela for, seja ela o atual presidente Bolsonaro ou o ex presidente Lula, deve-se abdicar de seus sentimentos negativos e estar disposto a ter empatia e pôr fim a conflitos desnecessários, porque pior do que um país em crise é um país dividido.