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Bacurau: a lenda brasileira

Bacurau é um filme que chamou muita atenção no seu ano de lançamento. Agora, um ano e meio depois de tal filme aparecer nas telonas, é de grande valia rever e entender o que a dupla de diretorespernambucanos Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles fizeram com parceria do país de onde nasceu o cinema, a França.


Na primeira vez que assisti ao filme, lembro que eu não havia entendido absolutamente nada e, sempre que acontecia isso, eu buscava explicações de terceiros na internet. Isso foi a menos de um ano atrás e agora entendo que não foi uma boa ideia buscar dezenas de interpretações sendo que, na verdade, eu tive a minha própria, diferente das outras. Vejo muitas pessoas dizendo que o cinema é algo exato e extremamente técnico e que, na maioria das vezes, não é feito para trazer uma mensagem, mas sim levar um simples questionamento banal ou o próprio entretenimento às pessoas. Porém, na verdade, cinema é uma arte comunicativa que rende diversas interpretações.


Logo no começo da obra, é visto um plano do espaço tocando a música “Não Identificado” de Gal Costa e, lentamente, se aproximando do nordeste brasileiro. Com apenas alguns minutos de sessão, podemos ter alguns pensamentos do que ocorrerá e que provavelmente fará uma crítica implicitamente ou explicitamente de algum tema. Na visão de várias pessoas é um lugar pobre ou até “não identificado”, porém, os diretores conseguem internalizar no filme tons de ficção científica (isso é representado pelodrone com o formato de uma nave espacial) e westernamericano (todo o cenário representando o nordeste do país e o figurino típico dos filmes de faroeste) para contribuir com a história e deixa-la mais harmônica. Enquanto o drone traz a representação de invasão em uma localidade, o cenárioremete uma certa riqueza para um lugar que não é visto com tais olhos.


Para alguns, o longa pode parecer muito parado no co