Buscar

Ascensão do Governo de Ultra-Direita na Polônia


(Reuters: Tomasz Pietrzyk/Agencja Gazeta)


Até 2015, a Polônia era uma democracia em ascensão. O governo do primeiro ministro Donald Tusk deu continuidade ao caminho para a democracia, iniciado por Lech Walesa, na década de 1980, que a cada ano se ampliava. Porém, sua saída para liderar o Conselho Europeu criou um vácuo de poder para a nação. Esse espaço acabou sendo preenchido pelo partido de extrema-direita PiS (Ordem e Poder), numa onda conservadora que vem ganhando cada vez mais popularidade em todo o mundo ocidental. A resistência às mudanças propostas pelo novo governo, através de medidas que alteram a vida cotidiana e retiram direitos dos poloneses tem provocado enormes protestos por todo o país.


No dia 27/01/2021, o governo polonês impês uma nova restrição ao aborto que o deixa quase impossível de ser efetuado legalmente. Antes dessa alteração, o aborto na Polônia, um dos mais católicos países do mundo, já era bastante restritivo. No contexto europeu, o país impunha maiores obstáculos para sua realização. Com a nova proposta, o aborto não pode ser feito sequer quando o feto tenha anormalidades severas (98% dos casos registrados naquele país). O partido PiS, também tem maioria no parlamento, e suas propostas legislativas são impossíveis de serem revertidas, pelo que aproveita o tempo de pandemia para aprovar os seus objetivos. Mesmo assim, as mulheres (principalmente) e homens insatisfeitos com o governo, vêm realizando protestos com dimensões parecidas com os protestos vistos para a derrocada do governo comunista do poder, no final do século passado.

De acordo com alguns manifestantes “ Isso é guerra ! “, ou “O que me leva até aqui é a revolta, não quero voltar para Idade Média”.