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As primeiras impressões do novo Homem-Aranha

Atualizado: 3 de jan.



Após ter a identidade revelada, Peter Parker pede ajuda ao Doutor Estranho para tentar reverter os problemas. Assim, quando um feitiço dá errado, vilões que conhecem a figura do Homem-Aranha começam a surgir de outras realidades forçando o protagonista a entender o que verdadeiramente é ser um herói e o tamanho peso da responsabilidade.


A terceira entrega do Homem-Aranha do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM), protagonizado por Tom Holland, entrega tudo que devia e também o que já sabíamos a meses atrás. Com um universo bem consolidado, os filmes tenderiam a dar uma boa freada após Vingadores: Ultimato, que conclui a longa jornada de dez anos como um dos maiores estúdios da atualidade, porém era lógico que iriam encontrar um jeito de conquistar ainda mais pessoas com séries e filmes com ainda mais alcance e impacto nos fãs, isto é, com uma narrativa mais sombria, com todas as teorias envolvendo três Homem-Aranhas e entre outras coisas tornam, talvez, Homem-Aranha: Sem Volta para Casa o lançamento mais comercial entre todos os filmes do UCM, o que acaba sendo uma boa alternativa para um convite para o que vem em seguida. Então, este funciona, assim como o último filme dos Vingadores, como uma carta de amor; no entanto, esta carta de 2021 passa a funcionar mais neste quesito, pelo menos é o que se pensa nessa primeira visita.


O roteiro do filme se fixa, como já dito anteriormente, na incapacidade do personagem de machucar ou matar outras pessoas e, com isso, aprender a verdadeira responsabilidade de ser não só um herói, mas também o próprio Homem-Aranha. O que em grande parte do início da trilogia foi com um tom mais amenizado, divertido e com um grande céu azul, neste último o sombrio não é nem um pouco deixado de lado, vem com uma grande carga dramática e, porque não, de referência: como possui ligações com os outros universos diversas situações são interligadas, deixando, assim, que o fator nostalgia não esteja lá apenas jogado – mesmo que não seja o suficiente, ainda está com um propósito específico.


Jon Watts ainda não aparenta ter um grande poder na direção, porém demonstra um amadurecimento maior na conclusão da trilogia com a dramaticidade elevada criada, ou seja, se apoiando muito na nostalgia e menos na originalidade, aparenta que possui a tendência de emocionar em uma primeira vez apenas. Com isso, é um filme que engana assim como alguns do mesmo estúdio e também de outros. Algumas vezes, ao invés de adotar realmente um drama e aprofundá-lo, as piadas voltam de uma forma até parecendo uma paródia, impedindo uma maior conexão com o que está em tela. Contudo, essa dramaticidade com esse leve tom de paródia cria uma humanidade que quebra com o mito transformando-o, estranhamente, em algo mais real.