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As cores no cinema: Parte II (Por Dentro do Cinema #1)

Depois de algum tempo, volto para trazer a conclusão do pensamento sobre as cores no cinema e como elas podem afetar a nossa experiência de ordem subjetiva. Assim, desta vez, irei conceituar e trazer exemplos de cenas em que as cores são demonstradas pelas direções de arte e fotografia.


Como já visto anteriormente, as cores não tinham uma grande importância por causa da dificuldade de captura, precisando de câmeras maiores ou simplesmente de pintura a mão e, mesmo assim, era apenas um método de aproximação da realidade, ou seja, não tinha uma razão de buscar ativar sensações nos observadores por não saber sobre tal habilidade a ponto de utilizá-la com a devida importância e sabedoria.


Atualmente, os diretores e as produções fazem questão de se preocuparem com o uso criativo das cores em determinado universo, se tornando uma parte tão importante quanto as outras camadas. Quando falado deste uso criativo – e até perfeccionista – na composição do quadro e na forma em que estão colocadas as cores, o diretor Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste) provavelmente é o primeiro a vir em mente, remetendo uma certa excentricidade visual já conhecida, mais antigamente, nos filmes de Stanley Kubrick (2001: Uma odisseia no espaço).


No entanto, os filmes não precisam necessariamente seguir essa cartilha única, seguindo ou não seguindo, é apenas a percepção subjetiva do realizador. Assim como diz Marcel Martin em seu livro A Linguagem Cinematográfica, “a verdadeira invenção da cor cinematográfica data do dia em que os diretores compreenderam que ela não precisava ser realista e que deveria ser utilizada antes de tudo em função de valores e das implicações psicológicas e dramáticas das diversas tonalidades (cores quentes e frias) ” e “sua utilização bem compreendida pode ser não apenas uma fotocópia do real exterior, mas preencher igualmente uma função expressiva e metafórica.”.


E agora, antes de partir para os exemplos, é necessário lembrar que cada cor pode representar diferentes significados em diferentes universos: o azul, por exemplo, no geral, no mesmo tempo que pode simbolizar algo negativo, como a tristeza, também pode demonstrar algo positivo, como a calma e a sensibilidade.


AVISO DE SPOILERS

(STAR WARS, SEVEN: OS SETE CRIMES CAPITAIS E LARANJA MECÂNICA)